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OMC: Chile recua e diz que apóia esforços do Brasil

Assunção, 29 - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, recuou e informou na manhã de hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que seu governo apoiará aos esforços do Brasil na negociação da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Ouvi do chanceler chileno a reiteração da decisão de trabalhar com o Brasil na OMC", afirmou o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, referindo-se ao ministro Alejandro Foxley. "Mas tudo tem de ser traduzido em uma dinâmica genebrina", completou.O recuo do Chile ameniza o mal-estar causado pela iniciativa de um grupo de países latino-americanos e asiáticos - em sua maioria, sócios do Brasil no G-20, uma frente de economias em desenvolvimento que negocia em conjunto o capítulo agrícola da Rodada - de propor um corte de 60% nas tarifas de importação de bens industriais. Essa posição contraria a oferta oficial do Brasil, de corte de 50% nessas tarifas, caso o acordo agrícola seja satisfatório. Para Amorim, a formação desse novo agrupamento foi um dos "mistérios de Genebra, onde está a sede da OMC.Além do Chile, o México, a Colômbia e Costa Rica também se incorporaram a essa nova frente. A proposta não chegou a causar tremores no Itamaraty, dado que já vinha sendo defendida individualmente por esses mesmos países e recebida como algo insignificante pelos demais sócios da OMC.

Denise Chrispim Marin e Ariel Palacios

15 de julho de 2007 | 13h00

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