OMC estuda acordo parcial para nações mais pobres

Numa tentativa de reviver a rodada Doha, países analisam sistema de três vias de negociações, das quais uma abrangeria questões mais relevantes aos países mais pobres

Ana Conceição, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 13h41

A Organização Mundial de Comércio (OMC) estuda destravar as negociações da Rodada Doha tentando fechar um acordo em áreas específicas que interessem a nações mais pobres, disse nesta terça-feira, 31, o diretor geral da entidade, Pascal Lamy.

"A prioridade deve ser dada às questões dos LDC (nações menos desenvolvidas)", disse Lamy após uma consulta aos países-membros da OMC. "Esses assuntos específicos dos LDC devem ser colocados em uma via rápida", disse.

No final de abril, o chefe da OMC alertou que a Rodada Doha de liberalização do comércio global estava à beira de um fracasso. Apesar disso, ele observou que nenhum país tinha intenção de desistir das negociações.

Numa tentativa de reviver Doha, os países-membros estudam um sistema de três vias de negociações, das quais uma abrangeria questões que têm maior impacto sobre as nações mais pobres e cujo acordo sairia até dezembro.

Desta forma, as negociações de itens mais polêmicas e de difícil acordo, como as tarifas industriais e as negociações agrícolas, ocorreriam de forma mais lenta.

A Rodada foi lançada em Doha, capital do Catar, em 2001. Um de seus objetivos era ajudar os países em desenvolvimento deixados de fora da última rodada de liberalização comercial. As informações são da Dow Jones.

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