ONS prepara estudo sobre impacto do consumo de energia na Copa de 2014 no Brasil

Pesquisa deve apurar a necessidade de aporte de investimentos para reforçar o sistema de distribuição de energia durante o evento

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

24 de maio de 2010 | 16h25

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prepara um estudo detalhado para mensurar qual será o impacto do consumo de energia nas 12 cidades-sede escolhidas para a Copa de 2014 no Brasil. Segundo o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, o estudo deve ficar pronto entre agosto e setembro deste ano, e também deve apurar a necessidade de aporte de investimentos para reforçar o sistema de distribuição de energia durante o evento. A idéia é evitar possíveis problemas, como apagões, durante a Copa.

Na prática, o estudo vai mapear como se dará o trabalho de distribuição de energia "no atacado e no varejo" em 2014 durante a Copa. Chipp lembra que alguns estádios são melhores equipados, com geradores de emergência, outros não. Será preciso, de acordo com o diretor-geral, um trabalho conjunto do ONS junto com as distribuidoras para tentar mensurar a influência do evento no consumo de energia nos estados que serão sede dos jogos da Copa.

O estudo abordará estratégias que possam tornar mais segura a distribuição  de energia durante o evento, e também abrangerá possibilidades como o aumento de efetivo de call centers das distribuidoras, para atender à possíveis problemas notados por consumidores.

Chipp comenta que o fornecimento de energia elétrica durante a Copa será algo muito mais complicado do que a distribuição de energia nas Olimpíadas em 2016, por exemplo. "As Olimpíadas serão apenas no Rio. A Copa não, será no Rio e em mais 11 cidades", lembrou.

Sobre a Copa deste ano, o diretor-geral lembrou que a cada quatro anos, o ONS está atenta às variações bruscas de consumo de energia elétrica durante as transmissões dos jogos - como "picos" de aumento de demanda de energia no momento de intervalo e de término dos jogos. Isso porque as pessoas normalmente abrem a geladeira e usam aparelhos elétricos nestes momentos. "Já temos um esquema preparado para isso, como tivemos em todas últimas Copas", afirmou.

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