Opel convoca greves na Europa contra a decisão da GM

Montadora norte-americana decidiu não vender sua unidade europeia ao grupo Magna e banco Sberbank

Efe,

04 de novembro de 2009 | 09h34

O comitê de empresa da Opel na Alemanha convocou para esta quarta-feira, 5, greves, que começarão na Alemanha e se estenderão por toda a Europa como protesto à decisão da casa matriz americana General Motors (GM) de não vendê-la ao grupo austríaco-canadense Magna e ao banco russo Sberbank.

 

Assim afirmou o presidente do comitê de empresa da Opel, Klaus Franz, que acrescentou que "o próximo passo da General Motors será pressionar os Governos e os trabalhadores na Europa para financiar um conceito que não é sólido".

 

Os representantes dos trabalhadores não vão admitir isso e buscam um ato solidário com os Governos, disse Franz. O fabricante automobilístico Opel considerou que a decisão da matriz americana de não vendê-la à Magna mostra que a General Motors vê na Opel uma parte estratégica da empresa.

 

O conselho de diretores da General Motors decidiu mudar a decisão da montadora de vender o controle de suas unidades Opel e Vauxhall para o consórcio formado pela fabricante de autopeças canadense Magna International e pelo banco russo Sberbank. A empresa justificou a decisão com o argumento de que houve uma "melhora no ambiente de negócios". Além disso, citou a importância estratégica das duas marcas nos planos da companhia, que começa a se recuperar depois de entrar em concordata no meio do ano.

 

O fabricante automobilístico Opel considerou que a decisão da matriz americana de não vendê-la à Magna mostra que a General Motors vê na Opel uma parte estratégica da empresa. Em muitas ocasiões, a matriz americana tinha mostrado sua reticência em vender a Opel à Magna e ao Sberbank, porque tem reservas em oferecer sua tecnologia aos russos.

 

Magna se recusa a comentar decisão

 

A empresa austríaco-canadense Magna se recusou a comentar a decisão da General Motors (GM) de não vender a Opel. "Divulgamos um comunicado. Além do comunicado, não fazemos nenhum tipo de comentário", disse hoje à Agência Efe um porta-voz da Magna.Na nota, colocada no site da Magna, a companhia diz "compreender" a decisão da GM de não se desfazer de sua filial europeia.

 

"Continuaremos apoiando a Opel e a General Motors nos desafios que têm diante de si", disse, no comunicado, o executivo-chefe da Magna, Siegfried Wolf.

 

Decisão da GM irrita Alemanha

 

A decisão da General Motors de manter sua divisão européia Opel depois de meses de negociação para vendê-la provocou irritação da Alemanha, que liderava as discussões.  O líder trabalhista da Opel Klaus Franz revogou milhões de euros em cortes de custos que os trabalhadores haviam concordado, na expectativa de que a montadora fosse comprada pela fabricante canadense de autopeças Magna.

O ministro da Economia da Alemanha, Rainer Bruederle, classificou o comportamento da GM como "totalmente inaceitável", enquanto Christine Lieberknecht, o premiê do Estado da Turíngia, que abriga uma fábrica da Opel, chamou a decisão de "golpe baixo".

UE espera base sólida

 

O novo plano de reestruturação da General Motors para sua unidade europeia Opel deve ser baseado em sólidos fundamentos econômicos, disseram reguladores de competitividade da União Europeia (UE), nesta quarta-feira.

O plano terá de garantir a viabilidade de longo prazo da Opel e oferecer empregos sustentáveis para seus trabalhadores, informou a Comissão Europeia, em um comunicado. O órgão disse que vai verificar se qualquer ajuda financeira concedida por países do bloco para Opel respeitam as regras da UE.

A General Motors cancelou na terça-feira a tão esperada venda da Opel e afirmou que manterá a companhia, atribuindo a iniciativa à melhora das condições de negócios e à importância estratégica da montadora alemã para o grupo.

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