Opep investirá US$ 160 bi para aumentar extração de petróleo

Programa tem meta de acrescentar à produção mundial 5 milhões de barris diários até 2012

Efe,

09 de junho de 2008 | 22h15

O secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem Badri, anunciou planos dos países-membros do grupo para investir US$ 160 bilhões (cerca de R$ 260 bilhões) em um programa de expansão da capacidade de extração de petróleo. "O programa poderá acrescentar outros 5 milhões de barris diários à extração mundial para até finais de 2012", afirma uma carta de Badri lida em seu nome por Omar Farouk Ibrahim, funcionário do Secretariado da Opep em Viena, durante um simpósio sobre Energia e Pobreza realizado na Nigéria. Badri fez também uma chamada para que se tenha "consideração especial" com os países pobres que não produzem petróleo e também não têm o poder financeiro para comprá-lo no mercado internacional. O secretário reiterou o respeito ao compromisso dos países-membros da Opep para seguir dando assistência às nações pobres através de várias regras com a participação de instituições de assistência bilateral e multilateral. "A projeção de referência da Opep até 2030 reflete que o petróleo manterá sua posição de liderança na mistura mundial de energia", disse Badri, que acrescentou que um crescimento econômico anual médio de 1,4% acarretará para esse ano uma demanda mundial de 18 milhões de barris diários de petróleo, dos quais a Opep espera fornecer 41,5%. Em sua carta, o diretor da Opep disse não concordar com versões de que o atual encarecimento do petróleo estaria relacionado com a escassez de provisões. "Não há escassez de petróleo no mercado e os estoques nas regiões de maior consumo se encontram em níveis confortáveis", disse Badri, que especificou que a volatilidade no preço do petróleo não está relacionada com fundamentos da oferta e da demanda e que nesse sentido "a capacidade da Opep para influir no mercado é limitada". Vários dirigentes da Opep se mostraram insatisfeitos com o preço do barril de petróleo atualmente. Em declarações a jornalistas em Argel, o presidente da Opep, o argelino Chakib Khelill, afirmou que sem a especulação que se registra no mercado do petróleo, o barril custaria provavelmente US$ 70, metade do preço que alcançou na sexta-feira passada na Bolsa de Nova York. Khelill, que é também ministro de Minas e Energia da Argélia, assegurou que não existe um problema de oferta e procura de petróleo e insistiu que a questão está na bolha causada pelos especuladores.

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