Opep mantém cota atual de produção e preço do petróleo avança

A Organização dos Países Exportadoresde Petróleo (Opep) decidiu nesta quarta-feira manter cota deexportações, rejeitando o pedido por mais petróleo feito pelasnações consumidoras para conter a alta da commodity. Os países da Opep também marcaram a próxima reunião para 1ode fevereiro, quando podem rever a decisão. A justificativa dos ministros para o acordo é a crença deque eles já fornecem petróleo suficiente para atender à demandade combustível para o inverno no hemisfério norte após oaumento de setembro na produção. "Nossa posição é de que a demanda e a oferta estãoequilibradas e que não há a necessidade de colocar maispetróleo no mercado", disse o ministro do Petróleo do Irã,Gholamhossein Nozari. "O adiamento da decisão significa que a escassez deoferta... será atendida por uma redução dos estoques nos paísesconsumidores, já que estamos chegando no pico de demanda doinverno", disse o analista Harry Tchilinguirian, do BNPParibas. "Isso mantém a pressão sobre os preços." O petróleo nos Estados Unidos, às 10h43, subia 1,10 dólar,para 89,43 dólares por barril e analistas disseram que o preçopode avançar em direção ao recorde acima de 99 dólares atingidoem novembro. Apesar disso, o secretário-geral do cartel, Abdullahal-Badri, disse que "não há razão para o preço ir mais altoporque temos estoques suficientes. Não há razão para os preçossubirem para 100 dólares." Os membros do cartel têm sido pressionados por grandesconsumidores como os Estados Unidos para aumentar a produção, oque ajudaria a conter a alta dos preços. A expectativa de umaumento na produção foi um dos fatores por trás da queda de 11dólares no preço do barril nas duas semanas que antecederam areunião da Opep. Alguns membros do cartel compartilham a preocupação dosconsumidores com o impacto da alta dos preços de energia sobreo crescimento econômico dos Estados Unidos, já que umadesaceleração norte-americana poderia contaminar o restante daeconomia global. Mas os ministros argumentaram que eles não podem controlaros preços porque os especuladores separaram esses preços dosfundamentos do mercado. "A ampla percepção de um aperto no mercado e o medo defutura escassez alimentaram a especulação no mercado", disse opresidente da Opep, Mohammed bin Dhaen al-Hamli. "O aumento daespeculação separou os preços dos fundamentos." A Opep também definiu as metas de produção para os novosmembros, Angola e Equador, a 1,9 milhão e 520 mil barris pordia, respectivamente. Isso restringe a produção dos 12 membros a cotas oficiaisem 29,67 milhões de barris por dia. O Iraque é o único país semcota definida. (Reportagem adicional de Alex Lawler, Stanley Carvalho,Randy Fabi, Simon Webb, Peg Mackey)

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