Operadora BAA venderá aeroporto de Edimburgo

A empresa de gestão aeroportuária britânica BAA irá vender o aeroporto de Edimburgo. A decisão, anunciada hoje, foi tomada em razão de o órgão de concorrência do Reino Unido (Competition Comission) ter determinado que a BAA deveria se desfazer do aeroporto de Edimburgo ou de Glasglow, ambos na Escócia.

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

19 de outubro de 2011 | 13h51

"A BAA está iniciando os preparativos para a venda e espera realizá-la por volta do verão de 2012", afirmou a empresa por meio de um comunicado, o que indica que a companhia pretende fechar o negócio até o fim do terceiro trimestre do próximo ano.

"O aeroporto de Edimburgo é um ótimo aeroporto, com um ótimo time e um ótimo futuro. Nós lamentamos muito termos de vendê-lo. Permanecemos comprometidos com a Escócia e vamos continuar os nossos investimentos de longo prazo para melhorar a experiência de voo dos passageiros em Aberdeen e Glasglow, assim como em Edimburgo, até que a venda seja concluída", afirmou o presidente do conselho de administração da BAA, Colin Matthews.

O aeroporto de Edimburgo possui 485 funcionários e é o maior da Escócia. Ele recebe aproximadamente 9,2 milhões de passageiros e 100 mil voos por ano. O crescimento no número de passageiros foi de 6,1% nos últimos 12 meses e de 9,5% desde janeiro. Em 2010, o movimento de carga foi de 10.200 toneladas.

O aeroporto de Glasglow, por sua vez, é o aeroporto escocês com maior número de voos de longa distância, com aproximadamente 6,8 milhões de passageiros e 70 mil voos anualmente. O número de passageiros cresceu 2,5% nos últimos 12 meses e 5,7% desde o início deste janeiro. Possui 420 funcionários.

Além dos aeroportos de Edimburgo, Glasglow e Aberdeen, na Escócia, a BAA é responsável também pelas operações de dois aeroportos em Londres, Heathrow e Stansted, e pelo aeroporto de Southampton, no Sul da Inglaterra.

A BAA é controlada pelo grupo espanhol Ferrovial, especializado em infraestrutura. O Ferrovial lidera o consórcio que, em junho de 2006, comprou a BAA e, em agosto do ano seguinte, lançou as ações da empresa na Bolsa de Londres.

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