Herwig Vergult/Efe
Herwig Vergult/Efe

Operários belgas protestam contra possíveis demissões da Opel

Com possíveis planos da Magna de fechar a unidade, cerca de 2,6 mil pessoas correm o risco de demissão

Marcílio Souza, da Agência Estado,

23 de setembro de 2009 | 13h23

Milhares de operários, incluindo centenas de alemães, protestavam em frente à fábrica da Opel em Antuérpia, na Bélgica, nesta quarta-feira, 23. Eles são contra os possíveis planos da fabricante de autopeças canadense Magna de fechar a unidade. Cerca de 2,6 mil pessoas correm o risco de perder o emprego.

 

O protesto foi convocado pelo sindicato dos metalúrgicos da Europa. Em um cartaz amarelo, que é a cor da Opel, lia-se o slogan "nós somos a Opel". "Se não lutarmos hoje pelo futuro de Antuérpia, ocorrerá a mesma coisa com outra fábrica amanhã", disse o presidente do sindicato, Peter Scherrer.

 

A Magna, que está comprando da GM uma fatia majoritária na Opel, pretende cortar cerca de 11 mil empregos em toda a Europa, incluindo 4 mil na Alemanha, de acordo com um plano de negócios divulgado pelo jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung ontem. Segundo o plano, haverá demissões também na Bélgica, Reino Unido e Espanha.

 

O executivo-chefe da GM, Fritz Henderson, disse em entrevista a uma revista do setor automotivo alemão que "a nova Opel terá de fechar pelo menos uma fábrica", destacando que a de "Antuérpia é uma opção, mas nenhuma decisão definitiva foi tomada".

 

Nesta quarta-feira a Comissão Europeia reiterou seu alerta à Alemanha de que irá examinar cuidadosamente qualquer ajuda estatal à Opel. "A Comissão Europeia não vai aceitar ajuda estatal que esteja condicionada à implementação de um plano de negócios específico, negociado previamente com os Estados-membros, que defina a distribuição geográfica das medidas de reestruturação", disse o porta-voz da Comissão para assuntos de concorrência, Jonathan Todd. As informações são da Dow Jones.

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