Operários da Mabe param para barrar saída de maquinas

O funcionários da Mabe Brasil, terceira fabricante de eletrodomésticos do País e dona das marcas Dako, GE e Continental, não trabalharam nesta terça-feira, 07, nas fábricas de Campinas e Hortolândia, interior de São Paulo, depois que a empresa pediu recuperação judicial na sexta-feira, 03. Eles montaram uma vigília para impedir a saída de máquinas.

RICARDO BRANDT, Agencia Estado

07 de maio de 2013 | 16h09

A Mabe anunciou na semana passada o fechamento da unidade de Itu, que fabrica lavadoras, com a demissão de aproximadamente 1,2 mil funcionários. A empresa está com problemas na produção há três semanas nas suas fábricas no País.

Os funcionários de Campinas e Hortolândia, onde trabalham 2,7 mil pessoas, decidiram não trabalhar enquanto não tiverem uma posição da companhia sobre a verdadeira situação da da empresa. "Nós decidimos não entrar para trabalhar e manter a vigília na porta da fábrica", disse o dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região Cláudio Rabelo. Segundo ele, a vigília na empresa é para impedir a remoção de equipamentos da unidade. "Havia informação que queriam levar as máquinas para a Argentina."

Os sindicalistas terão uma reunião na tarde desta terça-feira com representantes do Ministério Público do Trabalho, em Campinas. Uma nova reunião deve acontecer na quarta-feira com representantes da Mabe.

A companhia divulgou uma nota em que afirma que está em recuperação judicial desde o dia 3. "Quaisquer ações que venham a ser necessárias como parte deste esforço serão negociadas previamente com o sindicato", informou a nota.

A Mabe Brasil nasceu da fusão da GE Dako com a área de refrigeração da CCE, em 2004. Controlada pelo grupo mexicano Mabe, a empresa vinha sofrendo mais do que suas concorrentes com o desaquecimento das vendas de produtos de linha branca neste ano.

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