Organizadores da Agrishow criticam custo Brasil

Assim como nos anos passados, a Abimaq elegeu a política cambial e a carga tributária como os principais inibidores da produção de máquinas e implementos agrícolas

Gustavo Porto, correspondente,

30 de abril de 2012 | 12h14

RIBEIRÃO PRETO - Os organizadores da 19ª Agrishow, que começou nesta segunda-feira, 30, em Ribeirão Preto (SP), reforçaram em entrevista as críticas ao alto custo para o setor produtivo no País, o chamado custo Brasil. Assim como nos anos passados, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) elegeu a política cambial e a carga tributária como os principais inibidores da produção de máquinas e implementos agrícolas.

Dados da entidade apontam que, por conta do dólar desvalorizado, as exportações do setor apresentam uma curva descendente de alta e cresceram apenas 10,2% nos primeiro trimestre deste ano, ante igual período de 2011. Nos mesmos períodos, houve uma alta de 95,7% das importações. "Se continuarmos assim, o fabricante vai virar importador e deixará de gerar empregos aqui", disse Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq.

Mesmo com os problemas cambiais e tributários, o setor, que faturou R$ 10 bilhões no ano passado, deve ter alta de 10% a 15% na receita em 2012, segundo estimativa da Abimaq. No primeiro trimestre, a receita cresceu 28,5%, para R$ 2,36 bilhões, ante igual período do ano passado.

Já o presidente da Agrishow, o empresário Maurílio Biagi Filho, engrossou o coro e afirmou que "o Brasil não é um país competitivo e isso se tornou um problema sério que precisa ser resolvido". Durante a entrevista, Biagi afirmou ainda que o governador Geraldo Alckmin deve sancionar hoje o projeto que libera a área do Estado onde ocorre a feira, por 30 anos, ou até 2042, para ser utilizada pela Agrishow.

Biagi revelou ainda a intenção de internacionalizar a Agrishow, com a realização de eventos semelhantes em outros países. A abertura oficial da feira estava prevista para as 10 horas, mas terá atraso por conta da chuva que atinge Ribeirão Preto e que havia fechado o aeroporto local. Além de Alckmin, devem estar presentes os ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, e dos Esportes, Aldo Rebelo, entre outros. A Agrishow segue até sexta-feira (4) e a expectativa inicial é de um público de 150 mil visitantes nos cinco dias.

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