OSX demite mais de 300 funcionários em reestruturação

A OSX Brasil, controlada por Eike Batista, demitiu mais de 300 funcionários como parte de um plano de reestruturação mais amplo para reduzir gastos e focar nas principais encomendas. A companhia decidiu desacelerar a construção de seu estaleiro no porto de Açu e só seguirá adiante com a obra se houver novas encomendas. Em um comunicado, a OSX informou que tem cerca de 260 funcionários trabalhando no local, de 575 no fim de março.

STEFÂNIA AKEL, Agencia Estado

22 de maio de 2013 | 17h04

Além isso, Eike Batista afirmou que vai injetar US$ 120 milhões na empresa, dos US$ 500 milhões que ele prometeu investir se necessário. Grande parte dos planos originais da OSX eram baseados nas expectativas de que a OGX Petróleo e Gás precisaria de 48 plataformas de petróleo até 2020. Mas a OGX tem sofrido uma série de problemas e analistas afirmam que é improvável que a encomenda total seja necessária.

Em uma conferência com analistas na semana passada, Carlos Bellot, diretor presidente da OSX, disse que quase 50% do trabalho no estaleiro de Açu já está feito. A empresa investiu R$ 540,2 milhões no primeiro trimestre, principalmente para a construção do estaleiro.

As medidas tomadas agora pela OSX vão ajudar a companhia a sair de uma "armadilha", segundo analistas do Credit Suisse. Eles afirmaram que os investidores vêm vendendo ações devido à preocupação de que a empresa está gastando muito com construção antes de ter encomendas suficientes. O Credit Suisse frisou que a OSX pode recuperar parte de seu valor perdido. As ações da empresa caíram 77% nos últimos 12 meses e estão atualmente cotadas a R$ 3,18, em linha com os declínios de outras start-ups do grupo de Eike Batista.

O banco afirmou ainda que os preços atuais refletem uma liquidação simples da OSX, mas que há espaço para uma recuperação, com os preços das ações podendo chegar a R$ 8,40. O Credit Suisse alertou, no entanto, que isso só será possível se a OSX detalhar seus planos de gastos a partir de agora e se continuar a receber empréstimos baratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal para financiar seus investimentos. As informações são da Dow Jones.

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