Ouro renova recorde em meio às preocupações com a dívida dos EUA

Ouro à vista chegou a US$ 1.623,88 por onça-troy; analistas acreditam que a aversão ao risco deverá predominar, dando sustentação para o metal precioso

Danielle Chaves, da Agência Estado,

25 de julho de 2011 | 09h16

O ouro à vista atingiu um novo recorde nesta manhã, a US$ 1.623,88 por onça-troy, em meio às persistentes preocupações com os problemas de dívida da zona do euro e dos EUA. Embora oscilações no sentimento dos investidores possam manter os preços voláteis nas próximas semanas, analistas acreditam que a aversão ao risco deverá predominar, dando sustentação para o metal precioso.

O fracasso dos líderes do Congresso dos EUA em chegar a um acordo sobre a elevação do teto da dívida do país durante o fim de semana provocou alta no preço do ouro durante a madrugada, com os investidores em busca de segurança. Posteriormente, o metal perdeu força à medida que alguns players realizavam lucros, mas o movimento mudou depois que a Moody's anunciou um corte no rating da Grécia, de Caa1 para Ca, o que deu novo fôlego para o ouro.

"A aura de incerteza com as negociações sobre a dívida dos EUA provavelmente vai sustentar os níveis dos preços", disse o Morgan Stanley. Isso - combinado com os receios sobre uma disseminação da crise da zona do euro, a inflação na China e os altos preços do petróleo - "fornecerá ímpeto adequado para manter os preços em níveis elevados", acrescentou o banco.

"Trata-se de pessoas buscando um ativo financeiro alternativo em meio à falta de confiança nos governos da Europa e dos EUA", comentou um participante do mercado.

De acordo com dados da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) os negócios especulativos líquidos com futuros de ouro na Comex aumentaram 86,4 toneladas, para 845,7 toneladas na semana até 22 de julho, o maior nível deste ano. Além disso, o volume em fundos de ouro negociados em bolsa cresceu 19,1 toneladas, para 2.191 toneladas, uma nova máxima semanal para este ano, segundo o Standard Bank.

Às 9h05 (de Brasília), o ouro à vista subia 1,11%, para US$ 1.616,73 por onça-troy. A prata à vista também avançava, com alta de 2,70%, para US$ 40,72 por onça-troy, depois de ter atingido a máxima em 11 semanas de US$ 41,073 por onça-troy. Como o ouro, a prata também é vista como porto seguro em momentos de incerteza macroeconômica. As informações são da Dow Jones. 

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