Reprodução|PagSeguro
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PagSeguro espera levantar até US$ 1,8 bilhão em IPO na bolsa americana

Empresa de meios de pagamentos do Uol colocou o preço indicativo da ação em sua oferta inicial de ações entre US$ 17,50 e US$ 20,5

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

10 de janeiro de 2018 | 22h58

A PagSeguro, empresa de meios de pagamentos do Uol, colocou o preço indicativo da ação em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) entre US$ 17,50 e US$ 20,5.

Serão 92,1 milhões de ações na oferta primária e outras 48,81 milhões de ações que pertencem hoje ao Uol. Com isso, entre US$ 1,6 bilhão e US$ 1,8 bilhão irão para o caixa da empresa após a emissão, segundo documento protocolado na Securities and Exchange Comission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos Estados Unidos.

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Do dinheiro obtido com a oferta primária a companhia destaca que deverá ser utilizado em “aquisições seletivas de negócios”, tecnologias ou produtos complementares. A PagSeguro destaca que poderá ainda usar parte dos recursos para financiar seu capital de giro ou para outro uso corporativo.

A empresa teve lucro líquido de R$ 290 milhões nos primeiros nove meses de 2017, alta de 225% ante igual período do ano anterior.

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Exterior. A empresa é a quarta companhia brasileira em menos de um ano a escolher abrir seu capital na bolsa americana.

Em 2017, a Netshoes, também de tecnologia, optou em realizar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) fora do País. Além dela, a Nexa Resources, ex-Votorantim Metais, escolheu a bolsa de Toronto, no Canadá, além da americana, para sua oferta. A Azul acessou Nova York, mas nesse caso sua listagem não ocorreu só lá fora, mas também na bolsa brasileira. A Nyse conta hoje com a presença de 30 empresas brasileiras listadas.

Também em 2017, Loma Negra, da Camargo Correa, fez seu IPO na Bolsa da Argentina e de Nova York. Nesse caso, contudo, apesar de se tratar de um ativo pertencente a uma companhia brasileira, a empresa tem sede fora do Brasil, por isso, ficou de fora da conta.

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“Na medida em que o mercado se abre, parte das empresas de tecnologia com interesse em se listar vão colocar em discussão entre abrir aqui ou fora, mas serão alguns casos específicos”, afirma o sócio da área de mercado de capitais do escritório Mattos Filho, Jean Marcel Arakawa.

A explicação pelo interesse das empresas de tecnologia em abrir capital em Nova York deve-se ao fato de fundos de investimento destinados ao setor de tecnologia não terem mandato para analisarem uma oferta de ações no Brasil, por exemplo. Além disso, por lá há empresas comparáveis e um mercado mais acostumado a investir nesse segmento, ao contrário do que ainda ocorre no mercado brasileiro.

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