País precisa de estratégia integrada para fomento da pecuária, diz BNDES

 Para o presidente do Banco, oferta de carne do Brasil ainda está aquém da ideal

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 18h05

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, avaliou nesta quarta-feira, 19, que o País precisa montar uma estratégia integrada para o fomento da atividade pecuária no País. Segundo ele, há um excesso de capacidade nos frigoríficos e grande demanda no mercado asiático, mas a oferta de proteína ainda está aquém da ideal.

"Precisamos fomentar a pequena pecuária para que ela possa aumentar a sua produtividade. Isso requer programas de expansão de matrizes, de recuperação de pastagens e um programa fitossanitário para escapar das barreiras", disse Coutinho em audiência na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. "Temos imenso interesse nessa agenda. Entendemos que o setor representa grande oportunidade econômica para empresas brasileiras no mercado mundial", completou.

Coutinho argumentou que a crise pela qual o setor frigorífico nacional passou nos anos de 2008 e 2009 não teve relação direta com as aquisições no segmento realizadas pelo banco de fomento. "Duas empresas apresentaram problemas e isso culminou com a redução da participação do banco a duas companhias. Não acho adequado associar a crise do setor às operações feitas pelo BNDES. O que ocorreu foi uma super expansão da capacidade do setor, com recursos privados, que foi fortemente atingida pela crise de 2008", alegou.

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