Países deveriam coordenar as políticas monetárias, diz Banco Mundial

Objetivo da ação conjunta seria impulsionar o crescimento global e acalmar as tensões cambiais

Stefânia Akel, da Agência Estado,

19 de março de 2013 | 19h02

As maiores economias do mundo devem coordenar suas políticas monetárias para impulsionar o crescimento global e acalmar as tensões cambiais, afirmou nesta terça-feira o economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu. Segundo ele, países industrializados como os EUA e os europeus precisam anunciar planos conjuntos para injetar mais capital de baixo custo em suas economias.

O economista frisou que, sem essa coordenação, os investidores provavelmente continuarão a ver as ações de cada banco central como tentativas de desvalorizar suas respectivas moedas para conquistar vantagem competitiva, motivando o temor com uma guerra cambial. Basu afirmou que, se o G-20, por exemplo, anunciar um planejamento conjunto de relaxamento monetário agressivo no próximo ano, não haverá mais especulações sobre guerra cambial toda vez que um banco central agir.

Basu

disse também que esses países devem permitir um aumento temporário da inflação para ajudar no pagamento das dívidas do governo, enquanto permanecem cautelosos sobre os riscos potenciais de gerar aumentos nos preços. Isso acalmaria a preocupação dos investidores com os altos níveis de dívida que afetam a confiança nas perspectivas de crescimento, segundo ele. "A inflação é melhor para a confiança e a economia do que impostos diretos e repentinos. Ela pode acalmar os nervos porque você não precisa escolher quem vai arcar com os custos, uma vez que eles atingem toda a população", afirmou.

Ele alertou, no entanto, para que as autoridades tenham cautela ao utilizar esse recurso. "A partir do momento em que você solta a inflação da gaiola, é muito difícil colocá-la de volta", disse. As informações são da Dow Jones.  

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