Panamericano tenta reduzir custos de captação

Presidente do banco admite que cenário está complicado para captações no exterior, mas descarta a hipótese de uma desaceleração nas operações de crédito

Glauber Gonçalves, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 13h17

O banco Panamericano está fazendo esforços para reduzir custos de captação, disse hoje o diretor de Relações com Investidores Willy Jordan, em encontro com analistas e investidores realizado pela Apimec-Rio. "O Domeque (Eduardo, diretor de Canais, Tesouraria e Captação) tem conduzido inúmeras iniciativas na redução do custo de captação do banco", declarou o executivo.

Um desses esforços foi o exercício, em julho, da opção de resgate antecipado de uma emissão de dívida subordinada de US$ 125 milhões, que só venceria em 2016, considerada pelo banco uma operação muito cara. "A gente tinha a opção de tirar do balanço e financiar de forma mais barata nossas operações daqui para a frente", disse Jordan. Ele afirmou, ainda, que o banco tem tido conforto para executar esse tipo de ação, uma vez que o mercado já estaria precificando o risco do banco "de outra forma". "Isso se reflete inclusive no preço".

O presidente do Panamericano, José Luiz Acar, também presente à apresentação informou que o banco está buscando credenciamento como agente repassador de BNDES para diversificar suas linhas de crédito. "O banco ainda não é credenciado. O credenciamento é importante tanto para atender a clientela, tanto de middle market quanto de pessoas jurídicas para financiamento de veículos pesados", afirmou.

Acar disse ainda que o cenário está complicado para captações no exterior, em referência às incertezas na economia mundial. "É evidente que a janela lá fora, que sempre é uma fonte importante de captação, está fechada. Mas aqui, no mercado (brasileiro), o banco está trabalhando normalmente, não tem tido problemas", disse.

O executivo declarou que o banco pretende continuar crescendo na concessão de crédito, mas que está agindo com cautela. "Face a esse cenário que estamos vendo hoje, de certa volatilidade e desconfiança do que pode acontecer, nós temos agido com cautela. Precisamos crescer os ativos do banco, porém não vamos fazer isso facilitando no crédito ou subsidiando uma ou outra operação", contou.

Banco não prevê desaceleração do crédito

Acar descartou a hipótese de o banco precisar desacelerar suas operações de crédito para adequação aos índices de Basileia, mesmo se não tivesse sido adotada pelo governo a reversão de algumas medidas macroprudenciais. "No caso deste banco, como temos uma situação particular, pela transformação que está acontecendo, a gente seguiria dentro dos planos normais de ampliar o crédito. É muito mais uma recomposição do que o banco já teve potencial de fazer".

O Panamericano fechou o terceiro trimestre com índice de Basileia de 11,99%, patamar próximo ao mínimo exigido pelo Banco Central. Se já estivessem vigorando as revogações determinadas pelo governo federal, o resultado do banco teria sido de 12,96%.

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