Pão de Açúcar quer quiosque para venda online em lojas

Ideia da rede é aproveitar o fluxo de consumidores nos supermercados para incentivar as vendas pela internet; consumidor faz o pedido nas lojas e recebe as compras em casa

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

21 de novembro de 2011 | 14h10

O Pão de Açúcar pretende acelerar a implantação de quiosques dentro das lojas de alimentos para a venda de produtos por meio da internet. Segundo o presidente da companhia, Enéas Pestana, a ideia é aproveitar o fluxo de consumidores nos supermercados para incentivar as vendas online. "Os clientes poderão comprar nos quiosques e receber os produtos em casa", afirmou, após participar da cerimônia de inauguração do Núcleo de Alto Rendimento Esportivo da companhia, nesta segunda-feira, 21.

Pestana falou também da possibilidade da empresa de comércio eletrônico norte-americana Amazon vir para o Brasil. "O mercado vem especulando sobre a vinda, o que deve acontecer. Não há dificuldade para uma empresa de e-commerce entrar em qualquer país. Aliás, muitos brasileiros já compram na Amazon", disse.

Ele avaliou, porém, que o fato de o Pão de Açúcar ou outras varejistas contarem com lojas físicas é um diferencial competitivo em relação à Amazon. "Hoje temos toda uma parte física estruturada, em termos de TI e logística, e pessoas trabalhando no comércio eletrônico", afirmou.

O executivo destacou ainda que a empresa estuda formas de entregar os produtos adquiridos pela internet também nas lojas físicas. "Podemos entregar na loja em vez dos clientes esperarem em casa", disse. Pestana salientou ainda que a empresa está preparada para o crescimento no fluxo de vendas do comércio eletrônico neste final de ano.

Pestana informou que o foco de expansão da companhia em 2012 será o crescimento orgânico. "Logo nos primeiros meses de 2011 percebemos que o ano não seria como o de 2010. Dessa forma, aproveitamos para fazer as readequações necessárias nos nossos formatos", disse, em referência às conversões de CompreBem e Sendas, principalmente, para lojas Extra.

Outro destaque é a mudança do nome das lojas Extra Fácil para Minimercados. "Não temos nada para fazer de conversões em 2012. Vamos colocar o pé no acelerador da expansão", concluiu. Ele ressaltou ainda que a empresa quer conquistar uma fatia de mercado na região Nordeste, onde o principal concorrente, o Walmart, tem forte presença. "Não há mercado esgotado no Brasil. Temos território para nos consolidar e defender."

Sobre o processo de alta de preços, o executivo afirmou que "não acredita" em explosão inflacionária. "Sentimos alguns ajustes de preços, mas também vemos uma desaceleração nos preços das commodities e uma previsão excelente para safra (agrícola)", disse. Pestana fez ainda um breve comentário sobre o processo de integração da Globex, controladora das bandeiras Ponto Frio e Casas Bahia, que deve se encerrar no início de 2012.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.