Para BCE, ajuda incondicional para países fracos não faz sentido

A declaração de um membro do Conselho do BCE foi um apoio aos comentários feitos ontem pelo ministro de Finanças da Alemanha

Danielle Chaves, da Agênica Estado,

28 de julho de 2011 | 10h55

O membro do conselho executivo do Banco Central Europeu (BCE), José Manuel González-Páramo, afirmou que uma oferta de ajuda incondicional para economias debilitadas da zona do euro, como a Grécia, não faz sentido. A declaração foi um apoio aos comentários feitos ontem pelo ministro de Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble.

Schaeuble alertou que "seria um erro pensar que a crise de confiança na zona do euro possa ser resolvida com uma única cúpula" e disse que a Alemanha não vai assinar "qualquer cheque em branco" para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). Os comentários de Schaeuble foram considerados culpados pelo aumento na aversão ao risco observada desde ontem.

Em entrevista à Rádio Galícia, Páramo declarou que tais afirmações "não devem ser tomadas negativamente" e acrescentou que os países que receberem ajuda precisam agir para sair da situação difícil, com o objetivo de manter a zona do euro como um todo longe de problemas. "Nós precisamos ter em mente que mesmo os problemas de países pequenos como a Grécia podem ter efeitos sobre os restantes", disse. As informações são da Dow Jones. 

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