Para Fibria, indústria de celulose deve se consolidar

O presidente da Fibria, Marcelo Castelli, afirmou nesta terça-feira que o caminho natural para a indústria mundial de celulose é a consolidação. Responsável pela administração da empresa criada a partir da união entre Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP), o executivo destacou que o setor é muito fragmentado, ao contrário do que ocorre em outros mercados. "No segmento de minério de ferro há uma concentração de 80% ou 90% do mercado em algumas empresas. No nosso mercado esse número está em 26%", afirmou o executivo, em apresentação durante evento organizado pela consultoria Risi em São Paulo.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

28 de agosto de 2012 | 15h25

A união de empresas, via aquisição ou fusão, é importante do ponto de vista de estrutura de custos, competitividade e eficiência operacional, segundo Castelli. O executivo destacou que há um "franco campo para consolidação" do setor, mas que esse movimento deverá ser estimulado por períodos de crise financeira.

De acordo com Castelli, a fragmentação é uma das explicações para as dificuldades enfrentadas pelo setor, cada vez mais dependente do ritmo da demanda do mercado chinês. O executivo destacou que os preços praticados pelas empresas estão constantemente em queda, quando considerada a moeda corrente e a elevação dos custos. Por isso o executivo acredita que a consolidação no setor é uma questão de tempo. "Para garantirmos o retorno adequado aos acionistas, é preciso continuar consolidando", afirmou.

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