Para Ford, será difícil renegociar acordo com Argentina

A renegociação do acordo automotivo entre Brasil e Argentina será "dura e complexa" por conta da assimetria econômica dos dois países. A avaliação é do vice-presidente da Ford no Brasil e ex-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

24 de abril de 2013 | 17h05

A partir de julho, está previsto o livre comércio de veículos entre os dois países, mas os argentinos pressionam pela adoção de cotas para preservar a indústria local.

"Quando o acordo foi assinado existia essa assimetria econômica e a perspectiva era que diminuísse. Mas a assimetria persiste, será levada em conta, a negociação será dura e complexa, mas vamos achar um bom caminho", disse o executivo, após um seminário sobre Inovar-Auto, em São Bernardo do Campo (SP).

Dados da Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa) apontam que o Brasil consumiu 87% das exportações argentinas de 90 mil veículos no primeiro trimestre deste ano. Segundo a Adefa, entre janeiro e março, a Argentina fabricou 176 mil unidades.

Na palestra, Golfarb afirmou que, diante da matriz energética brasileira, o modelo híbrido de veículos, com o uso de vários combustíveis e ainda a energia elétrica, "aparece como alternativa viável para a mobilidade veicular no Brasil".

Ainda segundo ele, o Inovar-Auto é o instrumento para estimular a pesquisa em engenharia no setor. "O grande avanço na mobilidade será com o uso intensivo e de alta tecnologia eletroeletrônica, que faz o carro mais eficiente do que a mecânica."

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