Para GM,América Latina deve se manter descolada da crise nos EUA

A América Latina ainda não sofreuinfluência do desaquecimento da economia norte-americana e devese manter descolada dos problemas desse mercado. Essa é aavaliação do presidente e vice-presidente de operações daGeneral Motors, Fritz Henderson. Segundo o executivo, que visita o Brasil nesta semana paracomemorar os 10 anos da implantação da unidade de Gravataí(RS), praticamente todos os mercados fora dos Estados Unidoscrescem neste momento, em boa parte impulsionados pela China."A China cresce e demanda recursos para a agricultura, para ascommodities, para o combustível, é quase um motor para ocrescimento do mundo", afirmou. "Em 1997, uma crise nos Estados Unidos afetaria seriamenteos demais mercados. Hoje, no entanto, os EUA são importantes,mas não como eram há 10 anos", afirmou Henderson em encontrocom jornalistas nesta segunda-feira. O executivo acredita que a América Latina está desligada doque possa afetar hoje o mercado norte-americano "e devecontinuar assim". A receita da General Motors na região que engloba AméricaLatina, África e Oriente Médio cresceu para 4,8 bilhões dedólares no primeiro trimestre do ano --mais de 10 por cento dareceita total, que foi 42,7 bilhões de dólares-- e o lucroantes de impostos dobrou de 254 milhões de dólares há um anopara 517 milhões de dólares entre janeiro e março deste ano. SEM MEDO DE RISCOS POLÍTICOS Para o executivo, que presidiu a subsidiária brasileira de1997 a 2000, a América Latina representa muito maisoportunidades do que eventuais riscos diante dasvulnerabilidades políticas em alguns países. Segundo Henderson, a GM tem se mantido como "uma empresacidadã" em todos os países que opera e procura manter o foco nonegócio, sem envolvimento com a política local. "Temos coragem e bastante experiência", afirmou Hendersonsobre a atuação da General Motors nos países da América Latina. Em relação às expectativas no país de origem da GM,Henderson afirmou esperar uma leve recuperação no segundosemestre, "mas nada perto do que se verá mais para a frente, apartir do primeiro trimestre de 2009". A receita da companhianos Estados Unidos caiu para 24,5 bilhões de dólares noprimeiro trimestre, cifra que foi de 28,1 bilhões no mesmointervalo do ano passado. Como um todo, a montadora amargou um prejuízo de 3,25bilhões de dólares no trimestre passado, após obter lucro umano antes.

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