Para indústria, nova redução do juro mantém coerência do BC

Para a Confederação Nacional da Indústria, no entanto, governo precisa ficar atento à inflação e não abandonar a meta para 2012

Agência Estado,

19 de outubro de 2011 | 20h05

A nova redução de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros Selic, anunciada nesta quarta-feira, 19, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), mantém a coerência do Banco Central, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). "A decisão do Copom é acertada e vem em linha com as preocupações crescentes sobre o agravamento da crise econômica mundial e seus efeitos na expansão da economia brasileira", diz a entidade em nota divulgada hoje.

Para a CNI, a deterioração do cenário mundial justifica essas preocupações. "As dificuldades da economia americana em sustentar sua recuperação e a crise fiscal na Europa podem se transmitir à economia doméstica por diversos canais, como a redução da corrente de comércio e do fluxo de investimentos, condições de crédito mais restritivas e piora na confiança de consumidores e empresários, diagnostica a entidade".

A avaliação da entidade, é de que essa situação internacional já começa a provocar uma desaceleração da economia brasileira e vai acabar se refletindo num cenário inflacionário, não se justificando assim a manutenção de uma política monetária restritiva.

A CNI adverte, no entanto, que é preciso acompanhar o cenário inflacionário e não se pode deixar o compromisso com a meta de inflação de 2012. Diante disso, a entidade espera uma atuação mais forte da política fiscal, com controle do aumento dos gastos públicos. "Essa é a forma de coordenar as políticas macroeconômicas para manutenção do crescimento em um quadro de baixa inflação", diz a nota da CNI.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, o movimento de redução do juro deve ser intensificado.

"Meio ponto porcentual corresponde a uma economia de R$ 8,5 bilhões aos cofres públicos, valor suficiente para construir 10 mil escolas ou 150 mil casas populares. Por isso os juros precisam continuar caindo", afirmou, em nota divulgada há pouco. "A Fiesp espera que, nas próximas reuniões do Copom, a autoridade monetária acentue o movimento de redução dos juros, conforme o desejo de toda a sociedade brasileira."

Tudo o que sabemos sobre:
jurosCopomBCCNI

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.