Para JBS, a decisão do Cade veio dentro do esperado

O diretor de Relações com Investidores do grupo JBS, Jeremiah O''Callaghan, afirmou que a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi dentro do esperado pela companhia. "Não houve surpresas. O órgão fez um trabalho espetacular e teve serenidade suficiente para chegar à decisão", disse a jornalistas nesta quinta-feira 18, após participar de seminário, promovido pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (Apimec-SP) e BM&FBovespa.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

18 de abril de 2013 | 14h53

Na véspera, o Cade aprovou, por unanimidade, 12 atos de concentração envolvendo a JBS, incluindo a compra do Bertin em 2009. A aprovação foi condicionada à assinatura de um Termo de Compromisso de Desempenho (TCD) e ao pagamento de R$ 7,4 milhões em multas e taxas processuais, referentes a operações de arrendamento não informadas pelo grupo ao órgão antitruste.

Questionado sobre a insatisfação de produtores, principalmente de Mato Grosso, onde o próprio Cade conferiu uma participação de 50% do abate do Estado, o executivo disse que é só verificar o comportamento dos preços do boi gordo. "Quem determina o preço é a oferta e a procura. Olha, se não tivesse uma JBS que abrisse mercados para a carne bovina brasileira, não sei como estaria o preço do boi gordo hoje", declarou.

O''Callaghan disse ainda que a indústria nacional de bovinos precisa fazer alguns ajustes no parque industrial, para se adequar à nova realidade de oferta e logística. "Vejo oportunidade de expansão para o Norte do País, em Estados como Maranhão, Pará, Rondônia e Acre, e acredito que seja necessário o setor fechar algumas unidades no Sul", afirmou.

"A nova realidade da pecuária, com sustentabilidade e rastreabilidade, vai permitir que o setor cresça de maneira mais ordenada", acrescentou. Para ele, antes de reabrir unidades, o Brasil precisa reverter os embargos impostos por países e abrir novos mercados.

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