Para TAM e Gol, custos devem forçar aumento de passagem

Depois de prejuízos milionários no segundo trimestre do ano, as companhias aéreas Gol e TAM estão redobrando esforços para elevar os preços das passagens e recuperar a lucratividade. Os presidentes da Gol, Paulo Kakinoff, e da TAM, Marco Antonio Bologna, disseram na terça-feira que o aumento de custos no setor aéreo faz com que a tendência atual seja de alta das tarifas no Brasil.

AE, Agencia Estado

22 de agosto de 2012 | 11h05

?Não temos nenhuma projeção de curto prazo, mas, se permanecermos nesse patamar elevado de custo de combustível, é uma questão de tempo para vermos uma posição inevitável de aumento de tarifas?, disse Kakinoff. ?Persistindo a alta de custos dessa maneira, uma recuperação tarifária poderá acontecer?, afirmou Bologna.

Para justificar a intenção das empresas de aumentar o preço das passagens, o presidente da TAM afirmou que as companhias aéreas sofreram um choque de custos ?bastante relevante? nos últimos meses. O principal deles foi o aumento das despesas com querosene de aviação, que representam cerca de um terço do custo das companhias. O custo do combustível é atrelado ao dólar e ficou maior com a valorização da moeda americana - o dólar subiu cerca de 11% entre abril e junho ante o real.

Apesar de insistirem na necessidade de repassar os custos no preço das passagens, os executivos das duas empresas aéreas evitaram dar prazos de quando as tarifas começarão a subir. Segundo eles, o aumento só ocorrerá se o mercado for capaz de absorvê-lo. Até o momento, as companhias aéreas têm enfrentado dificuldade em elevar as tarifas.

?Se as companhias aumentarem o preço, terão menos passageiros?, disse o diretor do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS, Elones Ribeiro. ?O passageiro que viaja a lazer vai deixar de viajar ou vai voltar a andar de ônibus se achar que a passagem aérea está muito cara.? No primeiro semestre deste ano, Gol e TAM tiveram uma redução na demanda por voos domésticos de 2,44% e 0,38%, respectivamente, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Apesar da retração das duas líderes, o tráfego de passageiros no Brasil cresceu 7,3% no período. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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