Para voltar à liderança, Honda vende novo Civic por preços menores

Modelo mais caro do veículo, que começa a ser vendido ano que vem, vai custar R$ 85,9 mil, valor 0,98% menor do que o atual

Cleide Silva, da Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 19h24

 

SÃO PAULO - Disposta a brigar novamente pela liderança no mercado de sedãs, a Honda inicia em janeiro as vendas do novo Civic totalmente renovado, mas com preços até menores que a versão atual, que sairá de linha. O modelo mais caro, o EX-SAT, vai custar R$ 85,9 mil, 0,98% a menos que o atual. Já a versão mais barata, a LXX MT, sairá por R$ 69,7 mil, 3,5% acima do valor cobrado pelo modelo à venda hoje.

A empresa informa que 85% dos componentes do novo Civic foram renovados, além da inclusão de novos equipamentos, como câmera de ré e navegador. "Vamos recuperar a liderança no segmento de sedãs", disse recentemente o vice-presidente comercial da Honda do BrasiI, Issao Mizogushi.

A versão renovada do sedã deveria ter sido lançada em setembro, mas foi adiada para o início de 2012 por causa dos problemas da escassez de peças, principalmente itens eletrônicos, provocada primeiro pelo terremoto ocorrido no Japão e, depois, pelas enchentes na Indonésia. Os dois países são fornecedores de componentes eletrônicos para a fábrica da montadora em Sumaré (SP).

A participação da Honda nas vendas totais no País caiu de quase 4% no início do ano para 2,5%. A Honda iniciou o ano prevendo aumento de 5% nas vendas em relação a 2010 - de 126 mil unidades, incluindo importados -, mas deve encerrar 2011 com 100 mil unidades. Para 2012, a previsão é chegar a 140 mil. A produção deve ficar em 120 mil carros.

Em janeiro, a montadora retomará o ritmo normal de produção, com o retorno ao trabalho dos 800 funcionários que se revezam em férias coletivas desde junho. Na época, a empresa também demitiu 400 funcionários, alegando corte da produção em 50% por causa da redução de peças importadas para a montagem dos modelos Civic, City e Fit.

A empresa vai investir R$ 300 milhões em 2012, boa parte na nacionalização de componentes para evitar a dependência das importações. A construção de uma nova fábrica no Brasil, projeto congelado por conta das dificuldades deste ano, volta a ser estudado, mas Mizogushi, mas ele adianta que nenhuma decisão sobre o tema foi tomada.

Entre os itens que serão nacionalizados estão motor de partida, amortecedor e alternador. O novo Civic já chega com mais conteúdo local em relação ao atual. Passaram a ser adquiridos no Brasil o sistema de ar condicionado e alguns itens estampados da carroceria.

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