Paraísos fiscais lideram compra de títulos brasileiros atrás dos EUA

EUA lideram a lista com a compra de 54,4% dos títulos de médio e longo prazo ofertados entre janeiro e julho deste ano; Ilhas Cayman compraram 21,8% e Bahamas, 15,2%

Economia & Negócios,

23 de agosto de 2013 | 11h39

BRASÍLIA - Depois dos Estados Unidos, as Ilhas Cayman e Bahamas foram os países com maior participação na compra de títulos brasileiros de médio e longo prazo no ano, informou o Banco Central. De janeiro a julho, as Ilhas Cayman compraram R$ 986 milhões em títulos. Já Bahamas compraram R$ 686 milhões no período. Os números, segundo o BC, excluem os papéis do governo.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 4,235 bilhões em julho. No mesmo mês de 2012, o resultado havia sido positivo em US$ 657 milhões. No acumulado do ano, entraram no País US$ 15,272 bilhões para renda fixa, ante US$ 2,776 bilhões no mesmo período do ano passado. Em junho de 2013, o governo zerou o IOF sobre esse tipo de aplicação.

O investimento em títulos negociados no exterior ficou negativo em US$ 384 milhões em julho de 2013. No mesmo período do ano passado, o saldo dessas aplicações ficou positivo em US$ 1,010 bilhão. No acumulado do ano, o valor caiu de US$ 3,502 bilhões nos sete primeiros meses de 2012 para US$ 225 milhões no mesmo período de 2013.  

 

Segundo o BC, o investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 269 milhões em julho ante um resultado de apenas US$ 3 milhões no mesmo período do ano passado. No acumulado deste ano até julho, o saldo está positivo em US$ 6,547 bilhões, bem maior do que o total de US$ 2,899 bilhões vistos nos primeiros sete meses de 2012.

As aplicações em ações negociadas no país somaram US$ 295 milhões, mais que ultrapassando o saldo total já que as negociadas no exterior, como ADRs, ficaram negativas em US$ 26 milhões. Em julho do ano passado, as ações negociadas no país registraram saldo positivo de US$ 79 milhões, enquanto as do exterior ficaram negativas em US$ 76 milhões.

Empréstimos no exterior

O Banco Central informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazo captados no exterior ficou em 55% em julho. A rolagem de papéis ficou em 38% no mês passado. Já a rolagem de empréstimos diretos teve uma taxa de 58%. Em igual período do ano passado, a taxa geral foi de 599%, sendo 398% para papéis e 877% para empréstimos.

No acumulado do ano, a taxa geral de rolagem está em 126%, sendo 118% para papéis e 129% para empréstimos diretos. Em igual período de 2012, a taxa era de 206% (201% para papéis e 209% para empréstimos diretos).

(Com Eduardo Cucolo e Célia Froufe, da Agência Estado)

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