Parte dos preços estoura teto da meta e IPCA chega a 6,15% em 12 meses

Seis entre nove grupos pesquisados pelo IBGE acumulam alta de preços acima do teto da meta do governo, de 6,5%

Daniela Amorim, da Agência Estado,

09 de abril de 2014 | 11h39

RIO - O aumento da inflação em 12 meses até março já estourou o teto da meta do governo em seis das nove atividades que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, (IBGE), em março, a taxa de variação ficou acima de 6,5% nos grupos Alimentação e Bebidas (7,14%), Habitação (7,35%), Artigos de residência (7,29%), Saúde e cuidados pessoais (6,90%), Despesas pessoais (8,98%) e Educação (8,72%).

No mesmo período, o IPCA acumulou uma alta de 6,15% em 12 meses, informou o IBGE. A última vez que o IPCA esteve acima de 6% foi em agosto do ano passado, quando atingiu 6,09%. Acima da meta do governo de 6,5%, o IPCA esteve em junho, quando fechou em 6,7%.

O grupo Alimentos também exerce pressão na inflação. O salto nos preços dos alimentos foi responsável por mais da metade da taxa do IPCA em março. A estiagem prejudicou as lavouras, impulsionando o preço de produtos importantes na cesta básica do consumidor. Itens como batata e tomate subiram mais de 30% no mês

"As inflações setoriais mostram que a maioria delas está acima de 6%, e o que está contendo a inflação (pelo IPCA em 12 meses) é justamente transportes", apontou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

 

O grupo Transportes - que tem o segundo maior peso sobre o orçamento das famílias, atrás apenas de alimentação e bebidas - registra uma taxa acumulada em 12 meses de 3,10%. "Esse aumento de 3,10% se deve principalmente ao reajuste da gasolina, que puxou parte dessa alta. Mas é o (grupo) transporte que se destaca com resultado relativamente baixo perto dos outros", disse Eulina.

Os demais grupos que contribuem para frear a taxa do IPCA em 12 meses são Vestuário (com alta de 4,94% nos 12 meses encerrados em março) e Comunicação (0,25%).

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