Participação privada no acordo para Grécia provavelmente será alta, diz IIF

Segundo o Instituto Internacional de Finanças, porém, os bancos não se comprometeram com nenhum nível específico de participação

Álvaro Campos, da Agência Estado,

27 de outubro de 2011 | 09h51

O diretor-gerente do Instituto Internacional de Finanças (IIF), Charles Dallara, afirmou hoje que a participação do setor privado no acordo sobre o corte no valor dos bônus da Grécia (haircut) provavelmente será "muito alta". Mas ele deixou claro que o lobby internacional de bancos não se comprometeu com nenhum nível específico de participação.

Dallara esteve no centro do acordo sobre o haircut, com o IIF negociando em nome dos investidores privados. Segundo ele, o momento mais crítico foi quando se encontrou com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, pouco depois da meia-noite (horário local), em Bruxelas. "Foi preciso uma reunião desse nível para chegarmos a um acordo".

Sob os termos do acordo, cujos detalhes ainda precisam ser definidos, a Grécia terá uma redução nominal de 50% no valor de face dos seus bônus detidos por investidores privados. Segundos os líderes europeus, o acordo deve ser concluído até o fim do ano. Para Dallara, o plano provavelmente será uma "simples troca direta e voluntária", menos complexa do que muitas opções oferecidas no pacote anterior para a Grécia, estabelecido em 21 de julho.

Segundo o diretor do IIF, um dos pontos mais complicados das negociações foi a exigência do grupo de que os novos bônus oferecidos em troca dos antigos fossem protegidos por colaterais. Ele afirmou que o acordo é muito importante porque é voluntário. "Nós não fomos forçados a aceitá-lo". Dallara também disse que os novos bônus serão regidos pela legislação inglesa.

Em um comunicado divulgado mais tarde, Joseph Ackermann, presidente do conselho executivo do IFF e executivo-chefe do Deutsche Bank, afirmou que o acordo "fornece uma oportunidade histórica para a Grécia revitalizar sua economia e colher os benefícios das difíceis medidas adotadas pelo povo grego". As informações são da Dow Jones.

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