Partido Comunista promete grande avanço na reforma econômica da China

Líderes defenderam um crescimento econômico estável e relativamente rápido, mas não divulgaram metas específicas

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

18 de outubro de 2010 | 10h11

Os principais líderes do Partido Comunista da China revelaram as propostas do 12º Plano Quinquenal, para o período de 2011-2015, dizendo que pretendem atingir um "grande avanço" na reestruturação da economia nos próximos cinco anos, informou a agência estatal de notícias Xinhua, citando um comunicado do fim da reunião do Comitê Central do partido que começou na sexta-feira. O plano só será totalmente aprovado no ano que vem, durante Congresso Nacional do Povo, o Parlamente chinês, em março de 2011.

Os líderes defenderam um crescimento econômico estável e relativamente rápido, mas não divulgaram metas específicas. Os líderes afirmaram ainda que irão avançar de modo gradual e constante nas reformas políticas.

Os líderes prometeram "lidar ativamente" com as mudanças climáticas, aprofundar a reforma do sistema de precificação das fontes primárias e das matérias primas e construir uma sociedade poupadora de energia e harmônica com o meio ambiente.  

O partido disse também que irá "participar ativamente" da governança econômica global durante os próximos cinco anos e que dará prosseguimento ao processo de abertura do país ao exterior.

O partido prometeu também "otimizar sua estrutura de comércio externo" e "criar novas vantagens competitivas", disse a agência. A China irá também desenvolver um sistema de serviços públicos "sustentável e abrangente".

O Partido Comunista pretende reformar o sistema de impostos, melhorar o sistema de previdência do país e aumentar a participação da renda dos indivíduos na distribuição geral da renda nacional, disse a Xinhua, citando o comunicado.

A China também buscará avanço na administração da urbanização e na modernização da indústria rural.

Em nota paralela, o Conselho de Estado, o gabinete da China, disse que o país espera que novas indústrias estratégicas deverão responder por cerca de 8% do PIB até 2015 e cerca de 15% até 2020.

As indústrias incluir de baixo consumo de energia, de meio ambiente, de tecnologia de informação, de biotecnologia, de fabricação de equipamentos de alta tecnologia, de novas energias, de setores de novas matérias-primas e veículos de nova energia, diz o comunicado, segundo a Xinhua.

As informações são da Dow Jones.

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