Pierre Barthe/Divulgação
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Passaredo começa a voar em Congonhas em outubro

Aérea terá 26 voos diários que ligarão a capital paulista a quatro grandes cidades do interior de SP, bem como a Dourados (MS), Uberaba (MG) e Macaé (RJ)

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2019 | 15h42

RIBEIRÃO PRETO - A Passaredo anunciou nesta sexta-feira, 6, que começa a voar em Congonhas a partir de 27 de outubro. Serão 26 voos diários entre a capital paulista e sete municípios. Serão voos diretos para Ribeirão Preto, Bauru, Marília e Araçatuba, no Estado de São Paulo, além de Dourados (MS), Uberaba (MG) e Macaé (RJ). No total, serão 158 voos semanais operados com aviões  turboélices ATR 72-600, com capacidade para 70 passageiros.

Nessa escala, a Passaredo já contemplou os voos que vieram com a aquisição da MAP Linhas Aéreas, em 21 de agosto. O negócio permitiu que a companhia aérea, com sede em Ribeirão Preto, assumisse e 26 dos 41 slots (autorizações para pousos e decolagens) em Congonhas que foram redistribuídos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) após a Avianca Brasil deixar de operar durante o processo de recuperação judicial.

Das 41 autorizações para empresas que não operavam em Congonhas, 14 foram para a Passaredo e 12 para a MAP, cujas operações são restritas aos estados do Amazonas e do Pará. As outras 15 ficaram com a Azul Linhas Aéreas. Segundo Eduardo Busch, presidente da Passaredo, todas as novas operações começarão na mesma data. Ribeirão Preto terá o maior número de voos, oito por dia (quatro idas e quatro voltas), por ser o hub da companhia área para grande parte dos destinos. As operações da MAP, nos estados do Amazonas e Pará, seguem independentes.

“Os passageiros que já utilizam a Passaredo de voos do Centro-Oeste para Ribeirão Preto, por exemplo, terão facilidade para chegar a Congonhas utilizando uma conexão”, afirmou Busch. Segundo ele, os investimentos na operação foram pequenos “e dentro do fluxo de caixa da companhia”. Três aviões da MAP estão sendo remanejados da região norte para operar em Congonhas e três outras novas aeronaves serão incorporadas até o fim do ano, levando a frota para 14 no total. “Vamos gerar 180 novos empregos diretos, 100 funcionários para operar em terra e 80 tripulantes entre pilotos e comissárias”, disse.

Polos econômicos

Para Busch, a redistribuição dos slots que permitiu a Passaredo operar em Congonhas, “o aeroporto mais lucrativo da América Latina”, favoreceu também a concorrência no mercado aéreo brasileiro e o atendimento a polos econômicos. “Dos sete novos destinos, seis não tinham acesso a aeroporto de Congonhas (apenas Ribeirão Preto já possuía). São polos importantes, com mais de 1 milhão de habitantes cada”, afirmou.

Com os novos destinos, a Passaredo vai dobrar de tamanho. Busch diz que a companhia já foi maior no passado. No entanto, a companhia aérea enfrentou uma crise econômica, com uma recuperação judicial finalizada em 2017, e foi obrigada a reduzir a malha área. “Estamos voltando ao tamanho de quatro anos atrás, mas não vamos ter as dores do crescimento porque já fomos maiores do que seremos”, disse Busch.

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