Márcio Fernandes|Estadão
Márcio Fernandes|Estadão

PDG dá novos passos rumo ao pedido de recuperação judicial

Incorporadora mantém conversas com assessores financeiros para estudar viabilidade de processo

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 05h00

A incorporadora PDG Realty deu novos passos para um possível pedido de recuperação judicial. Conforme apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real da Grupo Estado, com fontes familiarizadas com o assunto, os administradores da companhia estão consultando assessores financeiros para estudar a viabilidade de um processo desse tipo.

Entre os nomes cotados estão a RK Partners, o Rothschild e a Alvarez & Marsal. Procurados, PDG e Alvarez & Marsal não comentaram. O Broadcast não conseguiu entrar em contato com RK Partners e Rothschild.

A PDG Realty também já vem recolhendo a documentação para um possível pedido de recuperação judicial, conforme informaram fontes.

Entre a papelada, estão certidões que atestam regularidades fiscal, tributária e trabalhistas, entre outros documentos referentes a cerca de 700 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) – entidades jurídicas que respondem por cada um de seus empreendimentos e também devem ser incluídas no processo de recuperação.

As certidões têm validade que varia de 30 a 90 dias, o que indica que a tomada de decisão pela administração da incorporadora está próxima de acontecer. “A PDG tem de estar preparada. O pedido de recuperação não é uma coisa que se decida em um dia e se execute no outro”, comentou uma fonte. “Isso não significa que a empresa vá, necessariamente, entrar com o processo. Mas é um sinal amarelo”, completou.

Alternativas. A recuperação judicial pode ser a única saída para a PDG, caso ela não obtenha sucesso na liberação de financiamento bancário. A incorporadora tem uma dívida de R$ 5,4 bilhões. Em agosto, a companhia anunciou a renegociação de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 2,9 bilhões são dívidas corporativas com Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Votorantim. Pelo acordo, os vencimentos foram empurrados para começarem em julho de 2020.

Na ocasião, a PDG anunciou também que estava finalizando um acordo de renegociação de R$ 1,1 bilhão referente a crédito tomado para produção dos imóveis no âmbito do Sistema de Financiamento da Habitação. Desde então, porém, não houve comunicação de um desfecho sobre esta fatia da dívida

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