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Peppa Pig inicia nova ‘onda’ de fusões de estúdios de TV

E.One, companhia dona do desenho animado, foi comprada por US$ 4 bi; outros negócios estão na mira

Agências internacionais

02 de setembro de 2019 | 04h00

Um negócio anunciado há cerca de dez dias – a compra do estúdio Entertainment One (E.One), do Canadá, pela fabricante de brinquedo Hasbro, por US$ 4 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões) – poderá iniciar uma nova “onda” de aquisições de estúdios de televisão.

Em um momento em que a televisão tornou-se a rainha da mídia, ganhando espaço em relação ao cinema, uma série de ativos pode ser alvo de disputa em breve. Segundo a revista The Hollywood Reporter, entre os candidatos a virar alvo de novos investidores estão a Lionsgate, a MGM TV e o canal AMC (este último, responsável pela série Mad Men). Existem até comentários de que a Mattel possa adotar a mesma estratégia da rival Hasbro e investir em televisão.

Um negócio bilionário pode ser motivado por uma propriedade específica, atraindo assim um investidor de fora do ramo de mídia. No caso da E.One, o fiel da balança foi a personagem Peppa Pig – popular no mundo todo e uma febre na China. O desenho recebeu o aval do governo chinês como um conteúdo próprio para crianças em idade pré-escolar. Na nação de 1,4 bilhão de habitantes, Peppa tem até seu próprio parque temático, nos moldes da Disney, aberto no início de 2019.

Múltiplo

Entre os estúdios que podem ser alvo de potenciais fusões ou aquisições, o que está sendo olhado mais de perto por compradores, até agora, é a Lionsgate TV. Segundo a revista, a boa notícia para essas produtoras de conteúdo é o fato de o múltiplo pago pela dona da Peppa Pig ter sido generoso – de 13 vezes o lucro bruto previsto pela E.One para o ano de 2020.

O estúdio proprietário da Lionsgate TV, que tem ações listadas em Bolsa, está precisando de boas notícias. Ao longo dos últimos dois anos, as ações da empresa caíram cerca de 45%. Na última sexta-feira, diante de uma disputa com a operadora de telecomunicações Comcast, os papéis da companhia chegaram a recuar 7%.

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