Percepção sobre estoques piora em maio, diz FecomercioSP

De acordo com a FecomercioSP, índice mostrou ' uma tendência de crescimento na proporção de empresários que julgam seus estoques acima do ideal para os padrões atuais de vendas'  

Mário Braga, da Agência Estado,

20 de maio de 2014 | 10h45

SÃO PAULO - O Índice de Estoques apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) ficou em 113,2 pontos em maio, revelando piora na avaliação sobre o ano passado, mas estabilidade em relação a abril, permanecendo nos patamares mais baixos registrados desde o início da pesquisa, em junho de 2011.

De acordo com a entidade, o resultado "revela claramente uma tendência de crescimento na proporção de empresários que julgam seus estoques acima do ideal para os padrões atuais de vendas". O indicador, que é divulgado todos os meses em primeira mão pelo Broadcast, mostrou que na comparação com maio de 2013 houve aumento de 23,6% na quantidade de entrevistados que dizem ter estoques acima do necessário. Na margem, o avanço de comerciantes com mais mercadoria armazenada do que o necessário cresceu 1,6%.

Conforme a metodologia adotada pela FecomercioSP, a escala do Índice de Estoques varia de 0 a 200 pontos - 0 representa insatisfação total com o volume de mercadorias em estoque e 200, satisfação total. Em maio, o indicador avançou 0,2% ante abril, variação dentro da margem de erro da pesquisa, e recuou 10,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.Em relação a 2013, também houve queda na proporção de comerciantes que avaliam que os estoques estejam adequados, de 63,4% para 55,2%.

Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP, destaca esta trajetória de aumento da quantidade de comerciantes que consideram a situação atual dos estoques "inadequada acima". A proporção de entrevistados nessa situação avançou de 20,60%, em maio de 2012, para 23,1% no mesmo mês do ano passado e atingiu 28,6% neste mês, o valor mais alto já registrado. "Como os estoques são feitos com antecedência, à medida que a situação da economia se deteriora, o estoque permanece alto por algum tempo", explicou. "Nos próximos meses, vamos ter uma colocação menor de pedidos, com a percepção de realinhamento de projeções para abaixo para se fazer um ajuste".

Na avaliação do assessor econômico, a redução no volume de pedidos já ocorre desde que as perspectivas econômicas brasileiras começaram a apresentar piora. "A percepção não se restringe a determinado segmento. É generalizada. Todos estão revisando as previsões de crescimento de PIB e de consumo para baixo", disse Pina. O especialista acredita, no entanto, que o Índice de Estoques não deve continuar caindo aceleradamente. "A única ressalva é se as condições da economia se deteriorarem mais rápido que as revisões das estimativas para baixo".

Tudo o que sabemos sobre:
EMPRESASSERASACREDITOEMPRESAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.