Perdigão conversou com Sadia, mas não houve acordo

A Perdigão confirmou nesta terça-feira que manteve conversas preliminares com a Sadia para uma eventual associação entre as duas empresas, as maiores no processamento de aves e suínos no Brasil, mas que não houve acordo.

REUTERS

17 de março de 2009 | 11h09

A Sadia havia informado na noite de segunda-feira que analisava "a viabilidade e a convergência de interesses em algum tipo de associação" com a Perdigão, apesar de também ter dito que até aquele momento não havia nenhum tipo de entendimento com a empresa.

Em comunicado distribuído nesta terça-feira, assinado pelo diretor financeiro Leopoldo Saboya, a Perdigão acrescentou que houve uma pausa nas conversas após aparente falta de entendimento.

"As partes não chegaram a qualquer entendimento sobre a matéria. Desta forma, não há, nesta data, qualquer negociação em curso", disse Saboya na nota.

Em 2006, a Sadia lançou uma oferta hostil para comprar a Perdigão, que foi rejeitada pelos controladores da concorrente.

Mas recentemente a Sadia registrou fortes perdas financeiras, superiores a 700 milhões de reais, associadas a operações com derivativos cambiais, quando a crise global fez com que o real registrasse forte desvalorização contra o dólar.

Ao mesmo tempo, a Perdigão se fortaleceu, adquirindo algumas empresas no setor, e ultrapassou a Sadia em faturamento.

De acordo com dados das empresas, no acumulado de 2008 até setembro, o faturamento total da Perdigão chegou a 9,6 bilhões de reais, contra 8,7 bilhões de reais registrados pela Sadia em igual período.

As empresas evitaram falar em fusão total, indicando apenas que poderiam fechar alguma parceria operacional, já que basicamente elas atendem os mesmos mercados, tanto no Brasil e no exterior, e poderiam ter ganhos de sinergias.

Por volta das 10h30, as ações da Sadia subiam 3,8 por cento e as da Perdigão registravam alta de 1,9 por cento na Bovespa, enquanto o índice geral da bolsa caía 0,6 por cento.

(Reportagem de Marcelo Teixeira)

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