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Persio Arida deixa a presidência do conselho do BTG Pactual

Executivo será substituído Marcelo Kalim e passará a dedicar mais tempo a interesses intelectuais; banco viu lucro cair 56% no terceiro trimestre

Renato Carvalho e Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2016 | 23h57

O BTG Pactual anunciou nesta terça-feira, 8, mudanças em sua estrutura de governança corporativa. O banco informa que Persio Arida deixará a presidência do Conselho de Administração do Banco BTG Pactual e do BTG Pactual Participations para "dedicar mais tempo aos seus interesses intelectuais", segundo Fato Relevante enviado ao mercado. Ele será substituído por Marcelo Kalim, que está no grupo de acionistas controladores, ou top seven partners do banco. Arida continuará como membro do Conselho de Administração e um dos partners do BTG.

Neste grupo de controladores, o BTG anunciou a saída de James Oliveira ao final deste ano. Ele será substituído por José Zitelmann, que é CEO da área de negócios de Asset Management do banco na América Latina.

Na administração do grupo, Roberto Sallouti passará a ser o único CEO do banco e do BTG Participations. Huw Jenkins continuará como vice-presidente dos conselhos das duas companhias.

Além disso, o banco anunciou a eleição do mexicano Guillermo Ortiz para os conselhos de administração. Ele já foi presidente do Banco do México e Secretário de Fazenda no país, e está no BTG Pactual desde janeiro. 

Balanço. Após um processo de enxugamento do banco, o BTG Pactual viu seu lucro líquido cair 56% no terceiro trimestre do ano para R$ 661 milhões. Na comparação com o segundo trimestre do ano a queda foi de 30%. Nos nove primeiros meses de 2016, o lucro da instituição financeira foi a R$ 2,672 bilhões, recuo de 21% na relação anual.

"O terceiro trimestre do ano marca a conclusão da estratégia de reposicionamento do BTG Pactual. Estamos preparados para continuar a desempenhar nosso papel de banco de investimentos líder na América Latina", destacou Arida, em nota.

A receita total chegou a R$ 1,526 bilhão no intervalo de julho a setembro deste ano, recuo de 40,4% em relação ao visto um ano antes. De janeiro a setembro, as receitas totais avançaram 17,7% na relação anual.

O retorno anualizado (ROAE) caiu de 28,8% no terceiro trimestre de 2015 para 11,2% no mesmo período deste ano. Já no segundo trimestre deste ano o ROAE estava em 16,1%.  O patrimônio líquido foi para R$ 23,876 bilhões, aumento de 8% na relação anual e de 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O Índice de Basileia, por sua vez, subiu de 14,3% no terceiro trimestre do ano passado para 16,4% neste ano. No segundo trimestre de 2016 estava em 14,2%.

Os ativos totais, por fim, refletiram a redução do tamanho do banco neste ano, após a venda de uma série de ativos no fim do ano passado. Os ativos totais de julho a setembro foram a R$ 128,6 bilhões,  queda de 57,5% na relação anual. Ante o trimestre imediatamente anterior, houve uma retração de 40%. 

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