Pesquisa da Febraban traz elevação na projeção do IPCA de 2008 para 4,48%

Projeção para Selic também muda e maioria dos analistas prevê manutenção em 2008

Ricardo Leopoldo, AE

13 de fevereiro de 2008 | 13h40

A pressão dos preços dos alimentos registrada no final de 2007 fez com que os 43 bancos ouvidos pela Pesquisa Febraban de Projeções e Expectativas de Mercado de fevereiro alterassem as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano de uma elevação de 4,16%, registrada no último levantamento de dezembro, para 4,48%, este mês. Este fator também determinou o aumento das estimativas para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) neste ano, de 4,53% para 5,07%.

Embora as expectativas do IPCA para este ano estejam dentro da meta de 4,5%, determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), as projeções para a taxa básica de juros (Selic) ficaram mais conservadoras. No levantamento de dezembro, apenas um terço dos economistas não aguardava cortes da Selic em 2008. Agora, para a maioria dos analistas, os juros devem ficar estáveis, o que fez com que as projeções para a taxa para o final do ano subissem de 10,72% ao ano para 11,38% ao ano.

"A elevação da inflação registrada nos últimos meses fez com que as expectativas dos bancos ficassem mais cautelosas a ponto de indicar que, em linhas gerais, para esses analistas, os juros devem permanecer estáveis em 11,25% em todo o primeiro semestre e começariam a ocorrer avaliações de possibilidade de queda da taxa no segundo semestre, embora as avaliações majoritárias são de que os juros continuem em 11,25% até o final do ano. Um movimento de distensão da política monetária ocorreria em 2009", comentou Nicola Tingas, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com as projeções dos especialistas, a Selic pode chegar ao final do próximo ano em 10,84% ao ano.

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