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Petrobrás eleva projeção de investimentos para US$ 84,1 bi até 2023

Estatal divulgou o Plano Estratégico 2040 e o Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 nesta quarta-feira

Cristian Fávaro, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2018 | 09h52
Atualizado 05 Dezembro 2018 | 10h34

A Petrobrás prevê investimentos de US$ 84,1 bilhões no período entre 2019 a 2023. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 5, no Plano Estratégico 2040 e Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 da empresa. O valor representa um crescimento de 12,9% na comparação com o Plano de Negócios e Gestão 2018-2022, divulgado no ano passado, que previa investimentos totais de US$ 74,5 bilhões para o período.

Ao detalhar os números, a empresa disse que US$ 78,4 bilhões vão para o exploração e produção e refino, transporte e comercialização, setor considerado central de competitividade. Para gás e energia, além do negócio de petroquímico, serão aportados US$ 5,3 bilhões. Energias alternativas como eólica, solar e biocombustíveis receberão US$ 400 milhões.

Sobre as novas fontes energéticas, a empresa afirmou que buscará parcerias em negócios de energia elétrica renovável, "como um novo motor de geração de valor com foco no futuro sustentável da companhia". Segundo a empresa, o foco em óleo e gás dará mais espaço para outras fontes de energia.

Produção de óleo no Brasil deve crescer 10% em 2019

A Petrobrás apontou que, em 2019, o crescimento da produção de óleo será de 10% no Brasil e de 7% olhando também outras regiões. Para o período entre 2020 e 2023, a produção total de óleo e gás natural terá um crescimento médio de 5% ao ano, segundo a companhia.

Ainda sobre a produção, a Petrobrás disse que a contínua eficiência de custos e o custo de extração no pré-sal inferior a US$ 7/boe conduzirão o custo de extração médio para níveis inferiores a US$ 10/boe a partir de 2020.

No documento, a estatal também confirmou o reposicionamento em refino, por meio de parcerias nos clusters Nordeste e Sul, que representam 40% da capacidade de refino instalada no Brasil, permitindo o compartilhamento dos riscos do negócio e o estabelecimento de um setor mais dinâmico, competitivo e eficiente, além de geração de liquidez para a companhia.

Estatal prevê US$ 26,9 bi em desinvestimentos

A Petrobras disse que dará continuidade aos projetos de desinvestimentos já anunciados, com potencial de entrada de caixa entre 2019 e 2023 de US$ 26,9 bilhões. Segundo a empresa, através da disciplina de custos, redução da dívida e compromisso com a rentabilidade, ela estima uma geração de fluxo de caixa livre robusta no período do plano.

A empresa disse também que espera uma geração operacional de caixa de US$ 114,2 bilhões no período, que permitirá que a companhia realize seus investimentos e reduza seu endividamento sem necessidade de novas captações líquidas no horizonte do plano.

Além disso, a Petrobras disse que buscará uma forte estrutura de capital e tem meta de manter a alavancagem (endividamento líquido/(endividamento líquido+patrimônio líquido) em torno de 25%.

Dividendos. Sobre a remuneração aos acionistas, a empresa disse que a política atual será mantida. "Eventual alteração na distribuição de dividendos levará em conta a redução dos indicadores de endividamento e novas oportunidades de investimento", explicou.

Petrobrás deixará fertilizantes e distribuição de GLP

A Petrobrás reafirmou que sairá dos negócios de fertilizantes e distribuição de GLP, além das participações e produção de biodiesel e etanol.

Segundo a empresa, o Plano Estratégico traz uma nova visão de empresa integrada de energia, alinhada com a busca de mais diversificação nas fontes e usos da energia. "O foco em óleo e gás, presente na visão do plano anterior e ainda importante para os próximos anos, dará mais espaço para outras fontes de energia, no horizonte até 2040", apontou.

Estatal projeta Brent em US$ 66 o barril em 2019

A Petrobrás disse esperar um preço médio para o petróleo Brent de US$ 66 o barril em 2019. Conforme a empresa, o barril da commodity deve chegar a US$ 67 em 2020 e atingir US$ 75 em 2023.

A estatal disse que o plano incorpora uma nova métrica de topo, que busca garantir a rentabilidade, além de manter as métricas de segurança e redução da dívida. Entre os pontos estão uma dívida líquida/Ebitda ajustado abaixo de 1,5 vezes em 2020, além de retorno sobre capital empregado (ROCE) acima de 11% em igual ano.

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