Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Petrobrás apresenta 2º trimestre com fortes resultados operacionais, destacam analistas

Estatal registrou lucro de R$ 10 bilhões no segundo trimestre, o melhor resultado desde 2011

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

03 Agosto 2018 | 11h39

A Petrobrás apresentou um forte balanço do segundo trimestre de 2018, com destaque para os resultados operacionais, ajudada por preços do petróleo mais elevados, disseram analistas.

Os analistas do Goldman Sachs, Bruno Pascon e Victor Hugo Menezes, destacaram os resultados melhores da área de Exploração & Produção, refletindo os preços maiores do Brent de US$ 74,35 o barril – ante US$ 49,8/barril no segundo trimestre de 2017 e US$ 66,8 por barril no primeiro trimestre de 2018. Eles sublinharam ainda o aprimoramento na taxa de utilização no refino, de 81%, com a redução da concorrência com os importadores.

"A Petrobrás registrou um forte resultado operacional no segundo trimestre de 2018, 7% acima das nossas estimativas", conforme relatório do Santander assinado pelos analistas Christian Audi e Gustavo Allevato. Eles apontam o Ebitda ajustado de R$ 30,1 bilhões, impulsionado principalmente por resultados "sólidos" no segmento de Exploração & Produção, ajudados pelos maiores preços do petróleo, além de refino melhor que o esperado, "devido à administração de estoques da companhia que compensaram o prejuízo de R$ 1,2 bilhão com o hedge que a empresa fez no início de 2018."

Eles destacaram também a forte geração de fluxo operacional de cerca R$ 11,8 bilhões, a queda na dívida líquida para US$ 73,6 bilhões e a continuidade do plano de dividendos. "Esperamos que a empresa continue a gerar resultados sólidos no segundo semestre do ano, ajudados principalmente pelos altos preços do petróleo", afirmaram, ponderando que a visibilidade para os preços dos combustíveis e para a política de precificação em 2019 é baixa neste momento.

O analista Gabriel Francisco, da XP Investimentos, escreveu que os resultados da Petrobrás foram positivos. "Também elogiamos a geração de caixa durante o trimestre, embora ressaltemos que nem todas as receitas foram registradas em regime de caixa, uma vez que a empresa ainda não recebeu subsídios para o diesel da ANP", diz o relatório da XP.

Mais conteúdo sobre:
Petrobrás

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.