Petrobrás apresentará balanço não auditado no dia 27

Balanço da estatal está suspenso desde novembro em decorrência das investigações da Operação Lava Jato

Fernanda Nunes e Antonio Pita , O Estado de S. Paulo

13 de janeiro de 2015 | 22h09

A Petrobrás decidiu apresentar no dia 27 o balanço não auditado do terceiro trimestre de 2014, suspenso desde novembro em decorrência das investigações da operação Lava Jato. Em reunião de conselheiros de administração, a companhia detalhou os cenários estimados para o cenário internacional desfavorável, com a forte queda da cotação de petróleo, além de alternativas para conter a perda de caixa. A estatal também definiu o novo diretor de governança, responsável por “mitigar os ricos de fraude e corrupção”

A divulgação do balanço é uma condição para que os credores da estatal não cobrem antecipadamente uma série de títulos da empresa. O prazo final expira no dia 30 de janeiro, e por isso a determinação em apresentar no dia 27 os resultados não auditados. Antes, os números serão apreciados pelo Conselho, em reunião extraordinária no Rio. O balanço consolidado, após avaliação de auditoria independente, ainda não tem previsão de divulgação.

A maior parte das oito horas de reunião foi dedicada à análise do cenário turbulento para o mercado de óleo e gás. Nesta terça-feira, a cotação de óleo Brent chegou ao menor valor em seis anos, aos US$ 46,59, e põe em risco investimentos da companhia. Por isso, foram discutidas medidas para garantir a viabilidade financeira da companhia. 

Segundo fontes do colegiado, a determinação é que a companhia não recorra a novos empréstimos e financiamentos neste ano. A opção da companhia, neste momento, é aproveitar o atraso no cronograma de projetos para economizar. A maioria dos projetos é da área de exploração e produção de petróleo, mas a situação abrange também novas unidades, como o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). 

Também foram suspensas as análises de opções de desinvestimentos e vendas de ativos de exploração e produção, sobretudo em áreas do pré-sal. A empresa considera que, neste momento, vender esse tipo de ativos não é um bom negócio”, informou a fonte.

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