Petrobras capta US$750 mi junto a bancos japoneses

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira que assinou contrato de financiamento de 75 bilhões de ienes, cerca de 750 milhões de dólares, com um grupo de bancos japoneses e a agência de fomento à exportação do Japão, Nexi. A operação feita em plena retração mundial de crédito tem prazo de dez anos e se destina a financiar o programa de investimentos da refinaria Henrique Lage (Revap), localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O programa tem por objetivo aumentar a capacidade de processamento de óleo pesado, melhorar a qualidade do diesel e da gasolina produzidos, e diversificar o conjunto de produtos processados, informou a Petrobras em um comunicado. "É a última (captação) deste ano, já é 'pré-funding' para 2009", explicou à Reuters o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa. "Vamos terminar o ano com 8 bi e pouco (bilhões de dólares) captados", completou. A Petrobras informou no início da semana que até aquela data havia captado 7,5 bilhões de dólares ao longo do ano. Com o novo empréstimo, o volume de recursos obtidos sobe 8,25 bilhões de dólares, em grande parte junto a agências de fomento. Barbassa explicou que o mercado está fechado para outros instrumentos de captação, como debêntures, por exemplo. A Petrobras tem um registro pré-aprovado junto à Securitie Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, para emitir debêntures. "Temos registro de prateleira na SEC, podemos emitir de um dia para outro... nosso limite gira em torno de 6 bilhões de dólares", informou. "O mercado atual não indica que está aberto a isso (debêntures), mas estamos acompanhando e no dia que tiver oportunidade a gente faz", explicou. No próximo dia 19, o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para aprovar os planos de investimentos da companhia para os próximos cinco anos. No plano anterior, para o período 2008-2012, a previsão de investimentos era de 112,4 bilhões de dólares. Segundo os executivos da companhia, não haverá redução de recursos. (Reportagem de Denise Luna e Alberto Alerigi Jr)

REUTERS

12 de dezembro de 2008 | 10h34

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