Petrobras começa a negociar pequenas hidrelétricas

Com o objetivo de captar US$ 9,9 bilhões em venda de ativos para financiar seu plano de investimentos, a Petrobras está conduzindo um processo de venda de seus ativos de geração hidrelétrica, reunidos na empresa Brasil PCH. A estatal detém 49% na companhia, que possui 13 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Hoje, a estatal mineira Cemig informou ao mercado que tem interesse na aquisição dos ativos. "A Cemig ... está participando do respectivo processo competitivo", informou a empresa.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

05 de junho de 2013 | 20h13

Também circula no mercado que outra estatal, a Copel, teria interesse nos ativos. A Brasil PCH apurou lucro líquido de R$ 59,2 milhões no ano passado.

As 13 usinas da Brasil PCH estão localizadas no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás. O principal atrativo dos projetos são os contratos de venda de energia no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), cujos preços são mais elevados que os praticados nos leilões de energia. Isso torna os ativos bastante atrativos para as empresas que investem energia renovável. A capacidade instalada dos empreendimentos é de 291,52 MW.

A venda da Brasil PCH pela Petrobras foi antecipada em março pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Em apresentação de divulgação do plano de negócios 2013-2017, a presidente da estatal, Graça Foster, havia dito que a companhia tinha interesse em se desfazer dos ativos que não tinha sinergia com o seu portfólio atual. À ocasião, a executiva disse que, embora rentáveis, as PCHs eram ativos menos importantes no contexto da empresa, indicando a intenção de venda.

Dentro da estratégia de gerar caixa para investimentos, fontes do mercado dizem que a Petrobras teria colocado a venda as suas participações nos ativos de energia eólica e em térmicas a óleo combustível.

Até 2017, a estatal tem como meta investir US$ 236,7 bilhões. No fim de abril, a empresa vendeu a sua participação em seis blocos no Golfo do México por US$ 110 milhões.

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