Fabio Motta/Estadão - 11/4/2014
Fabio Motta/Estadão - 11/4/2014

Petrobrás conclui venda de ativos à francesa Total por US$ 1,95 bi

Fechamento do acordo se deu com a cessão de direitos de 35% da Petrobrás para a Total, assim como a operação do campo de Lapa no pré-sal da Bacia de Santos

O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2018 | 11h45

 A Petrobrás e a Total concluíram a negociação sobre os campos de Lapa e Iara. A cessão de direitos das concessões, anunciada em 1 de março de 2017, saiu por US$ 1,95 bilhão, incluindo ajustes do fechamento da operação. A Petrobrás explica que esse valor não contempla uma linha de crédito que pode ser acionada por ela no valor de US$ 400 milhões, representando parte dos investimentos em Iara, além de pagamentos contingentes.

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O fechamento do acordo se deu com a cessão de direitos de 35% da Petrobrás para a Total, assim como a operação do campo de Lapa no bloco BM-S-9A no pré-sal da Bacia de Santos. Dessa forma, Total amplia a fatia no consórcio para 35% e se torna operadora, ao passo que Shell fica com 30%, Repsol-Sinopec, 25% e a Petrobrás, com 10%. A capacidade do campo de Lapa é de 100 mil barris por dia. A  produção foi iniciada em dezembro de 2016, por meio do FPSO Cidade de Caraguatatuba.

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"Todas as condições precedentes às cessões de direitos foram cumpridas, incluindo a concessão de licenças de operação e instalação pelo IBAMA para que a Total se torne operadora do campo de Lapa", diz a Petrobrás em comunicado.

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Já em Iara a Petrobrás cedeu 22,5% da área, que contém os campos de Sururu, Berbigão e Oeste de Atapu, no bloco BM-S-11A, no pré-sal da Bacia de Santos. Petrobrás segue como operadora, com 42,5%, ao lado de Shell (25%), Total (22,5%) e Petrogal (10%). A produção em Iara está prevista para iniciar em 2018 nos campos de Berbigão e Sururu, com capacidade de 150 mil barris por dia, e em 2019 no campo de Atapu.

Ao todo, Petrobrás e Total são parceiras em 19 consórcios de exploração e produção no Brasil e em outros países.

 

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