Petrobrás confirma capitalização para 2010

Segundo presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, volume final de investimentos vai depender do tamanho do aporte dos acionistas minoritários na capitalização

Reuters,

24 de março de 2010 | 13h54

O plano de capitalização é fundamental para viabilizar os investimentos de até US$ 220 bilhões previstos pela Petrobrás para o período de 2010 a 2014, afirmou o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, nesta quarta-feira, 24. "Estamos trabalhando com a capitalização, sim, para 2010", afirmou.

 

Gabrielli disse que o volume final dos investimentos vai depender do tamanho do aporte dos minoritários na capitalização, que por sua vez deverá variar de acordo com o valor do barril do petróleo.

 

A empresa informou na última sexta-feira que o plano de investimentos 2010-2014 deverá ficar entre US$ 200 e US$ 220 bilhões, ante US$ 174 bilhões no período de 2009 a 2013.

 

O presidente da estatal disse durante teleconferência com analistas para comentar os resultados financeiros da empresa em 2009 que o aporte dos acionistas não controladores deverá ficar entre US$ 15 bilhões e US$ 25 bilhões.

 

Segundo ele, se o valor do barril do petróleo na época da capitalização for de US$ 64, o aporte dos minoritários seria de aproximadamente US$ 15 bilhões. Se o preço do petróleo for de US$ 77 o barril, esse aporte subiria para cerca de US$ 25 bilhões.

 

Para o executivo, se o Congresso não aprovar o projeto da capitalização, a companhia terá que avaliar outras alternativas para levantar os recursos necessários para os projetos que pretende executar. Ele acrescentou que a empresa não trabalha com a ideia de adiar a operação.

 

"Não estamos supondo que a capitalização ocorrerá no segundo semestre. A capitalização ocorrerá no primeiro semestre", afirmou, acrescentando que a ideia de colocar a operação no mercado antes do verão no hemisfério norte continua de pé.

 

Estimativas do mercado e de membros do governo colocam o valor total da operação de aumento de capital da Petrobras entre US$ 30 e US$ 60 bilhões, o que poderia se converter na maior oferta de ações da história.

 

(Reportagem de Denise Luna)

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