Petrobras contrata US$4,5bi em plataformas para o pré-sal

A Petrobras aprovou, junto com BG Group, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec, a assinatura de 10 contratos que totalizam 4,5 bilhões de dólares para construção de módulos para plataformas que irão operar no pré-sal na Bacia de Santos, informou a petroleira estatal nesta quinta-feira.

Reuters

20 de julho de 2012 | 13h39

É a segunda aprovação de contratos pela estatal destinados ao pré-sal na Bacia de Santos anunciada em menos de uma semana e quase um mês após a empresa reduzir meta de produção em 1 milhão de barris diários até 2020.

Em 13 de julho, a Petrobras anunciou a aprovação da assinatura de contratos com a Sete Brasil para montagem de seis sondas de perfuração no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). As sondas vão perfurar poços de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos e poderão operar em profundidade d'água de 3 mil metros.

Os contratos anunciados nesta quinta-feira preveem a construção e integração dos primeiros seis módulos "topside" das oito plataformas para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal nos blocos BM-S-9 e BM-S-11.

As empresas contratadas foram as seguintes: DM Construtora de Obras/TKK Engenharia, IESA Óleo e Gás, Tome Engenharia/Ferrostaal Industrieanlagen, Keppel FELS, Jurong do Brasil e Mendes Jr Trading Engenharia/OSX Construção Naval, informou a Petrobras.

Os contratos serão assinados nos próximos dias. "O processo de contratação dos dois módulos de topsides dos pacotes de integração restantes para os oito FPSOs replicantes deverá ocorrer nos próximos 18 meses junto às mesmas empresas", destacou a Petrobras.

Os módulos vão fazer parte de FPSOs (navios-plataforma) replicantes, que estão sendo construídas no Brasil para os projetos de pré-sal em desenvolvimento.

O bloco BM-S-9 é operado pela Petrobras, que possui 45 por cento de participação, junto com a BG (30 por cento) e Repsol Sinopec (25 por cento).

Já o bloco BM-S-11 tem como operador o consórcio formado por Petrobras (65 por cento), BG (25 por cento) e Petrogal (10 por cento). Este consórcio "optou por iniciar o processo de contratação de pelo menos um FPSO adicional, a ser afretado e usado em áreas que necessitam de plantas de processo diferentes daquela adotada para os replicantes".

(Por Fábio Couto)

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