Petrobras deve ficar com refinaria de Pasadena

O processo de arbitragem internacional que avaliava o embate entre a Petrobras e sua parceira na refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, a norte-americana Astra, decidiu em sentença provisória que a estatal brasileira deverá ficar com a parte da sócia no ativo. As duas empresas divergiram no meio deste ano sobre o ritmo dos investimentos que deveriam ser feitos para ampliar a unidade, o que levou à arbitragem internacional. A Petrobras comprou 50 por cento da refinaria de Pasadena, em Houston, em 2006, por 360 milhões de dólares, e pretendia ampliar sua capacidade para 200 mil barris diários. "É preciso avaliar, tem um imbróglio jurídico grande", disse uma fonte da Petrobras, que preferiu não ser identificada. Em nota divulgada no início da noite de sexta-feira, a Petrobras informou que "a sentença também definiu como válido o exercício de opção de venda por suas afiliadas na PRS Trading Company LP, empresa constituída para comercializar, vender e distribuir petróleo bruto e produtos refinados pela refinaria". "Se for mantido o teor da sentença provisória, a PAI (Petrobras America Inc.) e suas afiliadas ficarão com 100 por cento de direitos em ambas as empresas", informou a nota. Segundo a Petrobras, o preço do exercício de opção de venda ainda será definido em conjunto com a Astra "em etapa processual futura". "Embora o valor da compra não tenha sido determinado, a PAI e a Astra estão trabalhando em conjunto para transferir imediatamente para a PAI todas as responsabilidades operacionais, gerenciais e financeiras", afirmou a Petrobras. (Por Denise Luna e Fabio Murakawa)

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