Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Petrobrás deve receber valor da cessão onerosa, diz ministro de Minas e Energia

Ministro afirmou que Petrobrás "possivelmente receberá algum valor, mas qual o tamanho deste valor é que a gente precisa definir"

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

22 Março 2018 | 13h59

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, informou que vai deixar o governo no dia 05 de abril, já que será candidato a deputado federal pelo MDB. Ele afirmou que a decisão sobre o nome que vai substituí-lo no Ministério de Minas e Energia é do presidente Michel Temer, mas que está empenhado em defender um nome que possa dar continuidade à agenda até o dia 31 de dezembro, inclusive dando uma solução para a cessão onerosa, a tempo de realizar um leilão com o volume de petróleo excedente desta área de petróleo, localizada no pré-sal da bacia de Santos.

"Tem a expectativa, sim, de fechar um entendimento com a Petrobras, não vai ser antes de eu sair, vai ser no grupo de trabalho", explicou Coelho Filho. "Os volumes são bastantes significativos, tem vários fatores para levar em conta, mas na verdade é questão de acertar o número, porque o óleo lá é suficiente para poder se pagar alguma coisa à empresa e para que a União realize o leilão do excedente", afirmou.

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Perguntado se já está resolvido se a Petrobras será credora, o ministro respondeu que "possivelmente receberá algum valor, mas qual o tamanho deste valor é que a gente precisa definir, e o tamanho desse valor é que vai determinar o que sobra para fazer o leilão", informou.

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Ele disse que o leilão poderá ser realizado no segundo semestre, informação passada a ele pelo secretário de petróleo e gás do MME, Márcio Felix. "Marcio disse que o leilão pode ser no segundo semestre, se fechar esses valores nas próximas semanas". concluiu.

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Ele também afirmou que um dia após deixar o governo, já pretende estar Câmara dos Deputados defendendo a privatização da Eletrobras. "Queremos levar uma verdade ao debate, quero desmistificar algumas questões. Eu respeito quem é contra, que acha que o modelo do estado tem que estar metido em tudo. O que não dá para ouvir é que a gente vai privatizar a água do rio São Francisco", disse no evento "Agenda Setorial 2018 - Reforma Setorial e Perspectivas".

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