Petrobrás finaliza em 15 dias laudo sobre problemas em Guará

Produção, ainda em fase de teste, foi interrompida no início de março após rompimento dos tubos que fazem a interligação do poço à plataforma

Reuters,

27 de abril de 2011 | 13h59

Dentro de 15 dias a Petrobrás concluirá o laudo sobre os problemas ocorridos no prospecto Guará, no pré-sal da bacia de Santos, cuja produção, ainda em fase de teste, foi interrompida no início de março, informou o diretor de Exploração e Produção da estatal, Guilherme Estrella.

O laudo vai apontar a causa do rompimento dos tubos que fazem a interligação do poço à plataforma. Segundo Estrella, toda a engenharia da empresa está envolvida na avaliação do acidente que interrompeu o Teste de Longa Duração de Guará.

A área de Guará, localizada no bloco BM-S-9, tem volumes recuperáveis estimados entre 1,1 e 2 bilhões de barris de óleo equivalente. O bloco está sob concessão do consórcio formado pela Petrobrás (operadora com 45% de participação), BG Group (30%) e Repsol (25%).

A Petrobrás iniciou o Teste de Longa Duração (TLD) em 25 de dezembro, informando que teria duração de cinco meses, com produção diária estimada de 14 mil barris. Segundo Estrella, o problema não é no poço e sim no equipamento, mas os estudos darão segurança à retomada de produção.

"Tivemos um problema na tubulação, mas não houve derramamento de óleo, interrompemos a produção e estamos analisando todas as alternativas técnicas para chegar à causa do problema e reiniciarmos a produção em segurança absoluta, como sempre fazemos", afirmou o diretor.

"Não tem pressa para retomar a produção, o que houve foi uma situação que normalmente ocorre em navios", avaliou.

Multa

Estrella afirmou que não concorda com a avaliação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que anunciou que multará a estatal em cerca de R$ 28 milhões pelo não cumprimento das regras de conteúdo nacional, que obriga um porcentual mínimo de equipamentos e serviços brasileiros para as empresas que atuam no País .

Segundo o diretor, que participou nesta manhã do Café com Energia promovido pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o assunto ainda está sendo julgado e a Petrobrás está recorrendo da decisão. "Estamos discutindo com a ANP conteúdo local, é um conjunto de documentos muito extenso e estamos negociando", disse Estrella.

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