Petrobrás inaugura 2ª plataforma totalmente contruída no Brasil

P-56 será instalada no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, e terá capacidade para produzir 100 mil barris por dia de óleo e 6 milhões de m³ de gás diariamente

Kelly Lima, da Agência Estado,

29 de abril de 2011 | 15h03

A Petrobrás realiza na próxima sexta-feira no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), a cerimônia de batismo da P-56, semissubmersível que será instalada no módulo 3 do campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Esta será a segunda unidade da Petrobrás construída totalmente no Brasil, nos mesmos moldes da P-51, entregue em 2008. A presença da presidente Dilma Rousseff na cerimônia é prevista, mas ainda não foi confirmada oficialmente.

A plataforma tem capacidade para produzir 100 mil barris por dia de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. A previsão é de que a plataforma siga no início de junho para o local onde será instalada e inicie a operação no final de julho ou início de agosto. Serão conectados à P-56 19 novos poços, (nove produtores e dez injetores), além de dois poços a serem remanejados do FPSO Marlim Sul. O primeiro deverá produzir cerca de 15 mil barris de óleo por dia.

Contratada por US$ 1,2 bilhão junto ao consórcio Keppel Fels Brasil/ Technip em outubro de 2007, a unidade teve a maior parte de sua construção realizada no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ). Ao preço total da plataforma, foram acrescidos outros US$ 300 milhões referentes a dois outros contratos, sendo um relativo ao fornecimento e montagem dos módulos de compressão de gás, com a Nuovo Pignone, e outro para fornecimento, montagem, operação e manutenção dos módulos de geração elétrica, a cargo da Rolls-Royce Energy e UTC.

A P-56 é um clone da P-51, instalada também de Marlim Sul, e por isso foi contratada pelo mesmo estaleiro que fez a obra da primeira, sem licitação. Também a exemplo da P-51, o casco foi construído pela Nuclep.

O início da operação da P-56 é considerado um dos pontos fundamentais para que a Petrobrás consiga cumprir seu cronograma e atingir à meta prevista para a produção média diária de 2,1 milhões de barris de óleo por dia no Brasil. No primeiro trimestre, a estatal atingiu a 2,03 milhões de barris por dia.

A P-56, juntamente com P-57, que já começou a produzir, mas terá ainda a interligação de novos poços, deverão agregar este ano cerca de 85 mil bpd à produção da Petrobrás. Analistas estimam que seja necessário elevar em cerca de 110 mil barris por dia a média de produção da companhia entre abril e dezembro, para atingir a meta prevista.

A Petrobrás conta também para 2011 com o auxílio de mais 30 mil barris por dia de óleo que deverão ser produzidos no pré-sal da Bacia de Santos. Para sustentar esta meta, a empresa vai contar com a unidade de Lula Nordeste, que começou a operar esta semana e outros dois novos Testes de Longa Duração, além da possibilidade de retomar o TLD de Guará, suspenso por problemas técnicos.

Estão previstos para 2011, início de TLD no prospecto de Carioca Nordeste, no bloco BM-S-9, e no campo de Cernambi, ex-prospecto de Iracema, na área do antigo bloco BM-S-11.

O TLD de Carioca Nordeste será realizado pelo FDPSO Dynamic Producer, que atualmente testa o prospecto de Guará, também no bloco BM-S-9. Em Cernambi, os trabalhos serão feitos pelo FPSO Cidade de São Vicente, que deve iniciar nos próximos dias um Teste de Longa Duração no prospecto de Tupi Nordeste, também no BM-S-11.

Também vão ajudar a sustentar a produção da empresa a entrada em operação dos campos de Mexilhão (Santos) e do TLD de Aruanã (Campos).

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