Petrobras lucra R$ 6,201 bi no 2º trimestre

A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 6,201 bilhões no segundo trimestre, revertendo assim o prejuízo líquido de R$ 1,346 bilhão registrado em igual período de 2012. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o resultado teve retração de 19,4%.

ANDRÉ MAGNABOSCO E SABRINA VALLE, Agencia Estado

09 de agosto de 2013 | 18h28

O resultado ficou 24,1% acima das estimativas dos analistas que acompanham a estatal. A média das projeções de cinco casas consultadas (Bank of America Merrill Lynch, HSBC, Itaú Corretora, Morgan Stanley e Votorantim Corretora) pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apontava lucro trimestral de R$ 4,997 bilhões.

O balanço da estatal foi impulsionado pela adoção da Contabilidade de hedge, uma prática contábil que limita o impacto do câmbio sobre as dívidas em dólar. Devido a essa estratégia, o resultado financeiro da Petrobras ficou negativo em R$ 3,551 bilhões. Entre abril e junho de 2012, quando a valorização do dólar ante o real apresentou ritmo semelhante ao visto no segundo trimestre deste ano, o resultado financeiro líquido da Petrobras ficou negativo em R$ 6,407 bilhões.

A base de comparação debilitada do segundo trimestre do ano passado, quando a Petrobras registrou o primeiro prejuízo trimestral desde 1999 e o pior Ebitda desde o final de 2008, também explica o salto de 70,7% no Ebitda da estatal no segundo trimestre. O indicador que dimensiona o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações totalizou R$ 18,091 bilhões entre abril e junho deste ano. O número é classificado como ajustado.

Importante destacar que, no segundo trimestre do ano passado, o Ebitda da estatal foi pressionado por uma combinação de fatores adversos, incluindo a incidência de uma despesa de mais de R$ 2 bilhões ocasionada por baixas de poços secos ou subcomerciais.

Já a receita líquida do segundo trimestre cresceu 8,2% na mesma base comparativa e totalizou R$ 73,627 bilhões. O resultado foi impulsionado pelos reajustes de combustíveis adotados pela estatal desde o ano passado. Ao longo desse período, os aumentos de gasolina e diesel acumularam 14,9% e 21,9%, respectivamente.

A expansão da receita com a venda dos combustíveis foi parcialmente compensada pela menor oferta de óleo, reflexo do grande número de paradas programadas ocorridas nas plataformas de óleo e gás da estatal.

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