Petrobras mantém agosto como prazo para PDVSA

O mês de agosto será mantido como prazo final para que a petroleira venezuelana PDVSA faça o aporte financeiro necessário para tornar-se sócia da Petrobras na refinaria Abreu e Lima, que será construída em Pernambuco. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, até agosto a companhia consegue ir tocando a obra adiante, sem mexer no seu cronograma.

KELLY LIMA, Agencia Estado

23 de maio de 2011 | 19h41

O executivo lembrou que a Petrobras tomou financiamento do BNDES no valor total de R$ 10 bilhões. Até agosto a companhia vai utilizar a totalidade destes recursos. "Em agosto acaba o empréstimo e os pretensos sócios têm que começar a fazer aportes", frisou o diretor durante seminário da Apimec, no Rio. A PDVSA está com dificuldades de assumir o empréstimo do BNDES por não ter apresentado garantias.

Também no segundo semestre deste ano, a Petrobras teria que definir pela compra ou não de um equipamento que só será necessário se a PDVSA entrar no negócio. O equipamento atende à necessidade de processamento do óleo mais pesado, que viria da Venezuela para o Brasil. Pelo acordo entre as duas petroleiras, dos 230 mil barris que serão processados por dia na refinaria, metade viria da Venezuela e a outra metade da Bacia de Campos. Caso a PDVSA saia do negócio, todo o petróleo processado será nacional. A expectativa é de que a unidade comece a operar em 2013, com uma capacidade inicial de 65 mil barris por dia.

Pelo acordo firmado entre as duas companhias, a PDVSA teria 40% do negócio. "O entendimento da Petrobras é de que, se chegar agosto e a PDVSA não tiver assumido a sua parcela no empréstimo, vamos entender que a PDVSA não quer participar da refinaria", comentou. Segundo ele, pelo menos 35% das obras da refinaria já foram concluídas.

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